Anuário de Segurança Pública mostra crescimento de casos de feminicídio

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(Foto: divulgação)

O Brasil registrou mais de 220 mil casos de violência doméstica em 2017. São 606 ocorrências do gênero por dia no país. Os registros são de lesão corporal e se enquadram na Lei Maria da Penha. E os números de violência contra mulher não param por aí.

De acordo com dados do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado 4.539 mulheres foram vítimas de homicídio. Deste total, 1133 foram vítimas de feminicídio, crime de ódio baseado em gênero. O número é pouco mais de seis por cento maior que em 2016. No Paraná um dos casos de maior repercussão é o da advogada Tatiane Spitzner, que morreu no dia 22 de julho, depois de sofrer uma série de agressões do marido, a maior parte registrada por câmeras do prédio onde os dois moravam em Guarapuava.

A pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberta Astolfi, diz que os casos de violência ainda são subnotificados, mas ela afirma que a população está mais consciente da importância de denunciar.

O anuário de Segurança Pública ainda traz dados gerais sobre mortes violentas no país. O Brasil registrou 63.880 homicídios em 2017, o maior número de assassinatos da história. Sete pessoas foram mortas por hora no ano passado. Diferentemente de 2016, a União e os estados aumentaram os gastos com segurança pública. A União gastou R$ 9,7 bilhões e os estados gastaram R$ 69,8 bilhões.

Já os municípios reduziram em 2% os gastos, com R$ 5,1 bilhões. Apesar de pequena, essa diminuição, pode refletir no dia a dia da sociedade. O aumento da violência ocorreu especialmente no Norte e no Nordeste do País. O designer gráfico de Salvador, Renato Bahiana, conta que já foi assaltado três vezes; em todas foi agredido.

O clima de insegurança não é diferente em Vitória, no Espírito Santo. O técnico em segurança do trabalho, Fábio Amaral, foi vítima de um assalto, dentro de uma farmácia. Ele conta que sofreu ameaças com uma arma apontada para a cabeça.

O estado mais violento do país, segundo o Anuário de Segurança Pública, é o Rio Grande do Norte, com 68 mortes a cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional. Na sequência, aparecem Acre (com 63,9 casos a cada 100 mil habitantes) e Ceará (59,1), ambos na rota do tráfico de drogas.

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