20 investigados da Lava Jato cumprem pena em casa com tornozeleira eletrônica

Vinte investigados na Operação Lava Jato cumprem pena em casa, mas continuam sendo monitorados por tornozeleira eletrônica pela Justiça Federal do Paraná. Onze equipamentos foram instalados pela 12.ª Vara Federal de Curitiba, de execução penal, e outros nove pela 13.ª Vara, onde trabalha o juiz Sergio Moro. O ex-ministro José Dirceu foi o último investigado da Lava Jato a colocar o equipamento. Solto no início de maio pelo Supremo Tribunal Federal, Dirceu deixou para trás um ano e nove meses na cadeia e hoje é um dos réus sob vigilância da Justiça.

A maioria dos beneficiados firmou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato e, portanto, cumpre em casa as penas previstas nos acordos. O advogado Marlus Arns de Oliveira, que representa dois réus da Lava Jato que ainda estão com o equipamento, diz que essa medida também é restritiva e tem caráter punitivo. Ele explica que o uso de tornozeleira possibilita que o Estado fiscalize o cumprimento da pena de forma adequada.

De acordo com o advogado, a Operação Lava Jato popularizou o uso da tornozeleira eletrônica e possibilitou que o equipamento fosse visto pelo judiciário como uma alternativa para que o preso cumprisse determinadas restrições fora da prisão.

Com mais de 600 mil presos no país e um déficit de pelo menos 200 mil vagas no sistema prisional, o uso da tornozeleira eletrônica pode ser considerada uma alternativa ao encarceramento. Além disso, o uso do equipamento é uma ferramenta na questão orçamentária, já que reduz o custo dos presos no sistema penitenciário. Na cadeia, um preso custa, em média, três mil reais por mês, enquanto o gasto com a tornozeleira é de 250 reais a unidade.

Entre os réus da Lava Jato que ainda continuam usando o equipamento estão os ex-diretores da Petrobras, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, o doleito Alberto Youssef e os ex-executivos da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas e Rogério Santos de Araújo. Enquanto isso, 22 pessoas estão presas na Polícia Federal em Curitiba ou no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana.

Comments

  1. Ezequiel Haccourt says:

    Investigadores? Vamos prestar mais atenção

  2. Marcos Paulo Passos Rosa says:

    A justiça do Brasil mostra que o crime compensa. Esses ladrões não são diferentes de estupradores ou traficantes. Basta analisar quantas vidas poderiam ser salvas com o dinheiro que eles roubaram. Daí vem a justiça brasileira e permite que eles fiquem nas suas mansões, comendo e bebendo o NOSSO dinheiro roubado…. Brasil il il

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