A Copa do Mundo e as coleções: fãs apaixonados movimentam a cidade em busca de figurinhas

(Foto: Arquivo pessoal)

Se tem uma coisa que irrita o Arthur é não achar figurinhas da seleção brasileira!

Arthur Henrique Schiochet é jornalista, tem 21 anos de idade e coleciona álbuns de figurinhas desde a Copa de 2006. Ele faz isso como um hobby, claro, mas qual brasileiro apaixonado por esse tipo de coisa não se frustra com a dificuldade para conseguir todos os cromos da nossa seleção? Por outro lado, é isso também o que move o rapaz, que foi à luta já no dia de estreia das figurinhas da Copa 2018, no fim da semana passada.

E ainda bem que a internet é uma ajuda nessas horas. Ele conversou com Daiane Andrade.

O Arthur foi só um dos curitibanos que correu para as bancas para garantir um exemplar do novo álbum da Copa do Mundo. Ao todo, são três modelos diferentes, e quem explica cada um deles é Alexander Leo – ele que trabalha em uma revistaria que está com as vendas a todo o vapor.

O álbum pago, mas sem capa dura, custa R$ 7,90 e cada pacote com cinco figurinhas cada sai por R$ 2. Claro que tem gente que compra várias embalagens de uma vez só para tentar garantir algum avanço na coleção, mas não tem jeito: sempre vão existir aqueles cromos repetidos que a pessoa não tem mais a menor paciência de guardar. Em circunstâncias assim, a saída é tentar trocar com outro aficionado. Em Curitiba, o endereço certo para isso é a Praça da Ucrânia, no bairro Mercês, que já fez a fama de quem virou referência no assunto. É o caso do empresário Gerson Teixeira.

Gerson é tão famoso que ficou conhecido como “Rei das Figurinhas”, e nem poderia ser diferente. A coleção dele inclui álbuns das Copas do Mundo a partir de 2006, além de campeonatos nacionais e até torneios como a Copa da Uefa e América, entre outros.

O hábito de troca de figurinhas na Praça da Ucrânia, em Curitiba, começou em 2002 e ganha mais adeptos a cada ano. São centenas de pessoas que passam os domingos por lá garimpando os melhores cromos.

A paixão do brasileiro é tanta e envolve tanta gente que, para garantir que a logística ocorra dentro do esperado, o transporte das figurinhas é feito por carros fortes. A fábrica da Editora Panini fica em Barueri, na Grande São Paulo, e de lá a distribuição é feita para todo o país pela Comando G8 – empresa especializada em transporte de valores.

Desta vez, são necessárias 680 figurinhas para completar o álbum – 43 a mais do que a edição da Copa no Brasil. Desse total, 50 são cromos especiais, metalizados e com efeito holográfico. Cada seleção participante da Copa de 2018 tem 18 jogadores contemplados e há ainda a figurinha prateada do escudo da equipe e outra com o time posado, totalizando 20 imagens por país. A Panini estima uma tiragem de 40 milhões de figurinhas por dia.

Você pode ouvir este boletim na íntegra aqui:

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