Advogados de Lula criticam interferências em decisão para soltar o ex-presidente

(Foto: reprodução/Facebook Lula)

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticam interferências nas decisões que provocaram um impasse jurídico neste fim de semana. Depois uma sucessão de despachos neste domingo (8), que se encerrou com a cassação da liberdade que havia sido concedida ao ex-presidente, Lula recebeu nesta segunda-feira (9) a visita de cinco advogados, dois deles que atuam na área eleitoral.

O ex-ministro da Justiça e procurador da República aposentado Eugênio Aragão, que também advoga para Lula e o PT na campanha eleitoral deste ano foi um dos que estiveram com o ex-presidente. Aragão critica a interferência do juiz Sérgio Moro no processo depois que o desembargador Rogério Favreto concedeu o habeas corpus. Segundo o ex-ministro, Lula não pretendia nem mesmo deixar Curitiba caso fosse solto.

O juiz Sérgio Moro não confirmou onde estava, mas, por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, informou que está em férias desde 2 de julho até 31 de julho. Segundo ele, por ter sido ser citado na decisão do habeas corpus, entendeu que seria possível despachar no processo. Moro ainda diz que as partes que se sentirem prejudicadas podem recorrer nos autos.

Desde a decisão do desembargador Rogério Favreto, concedendo habeas corpus a Lula, foram mais quatro despachos, envolvendo Moro, o próprio Favreto e o relator dos processos da Lava Jato no TRF, desembargador João Pedro Gebran Neto. Apenas por volta das sete e meia da noite, o presidente do TRF da 4.ª Região, Thompson Flores, determinou, por fim, a manutenção da prisão de Lula. O ex-ministro Eugênio Aragão, que é professor de Direito Processual Penal da Universidade de Brasília, diz que se trata de uma situação sem precedentes na história da justiça brasileira.

No domingo (8), por orientação de agentes da Polícia Federal, o ex-presidente chegou a preparar as malas e ficar pronto para sair da Polícia Federal. Nesta segunda-feira (9), Lula esteve também com o advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa nos processos penais que responde em Curitiba decorrentes da Lava Jato. O advogado não é parte no pedido de liberdade de Lula ao TRF, que foi feito por deputados do PT. Mas diz que o impasse jurídico produzido neste domingo será juntado aos argumentos da defesa técnica do ex-presidente.

O ex-presidente Lula esteve ainda com o advogado Luiz Carlos da Rocha, que estava acompanhado do advogado Luiz Fernando Pereira, especialista em Direito Eleitoral. Em outubro do ano passado, Pereira foi contratado pelo PT para produzir um parecer jurídico sobre as possibilidades de candidatura de Lula à presidência da República. O ex-presidente também recebeu a visita do advogado Manoel Caetano Ferreira Filho, professor do Departamento de Direito Civil e Processual Civil da Universidade Federal do Paraná.

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