Agentes contrários à reforma da previdência impedem visitas ao complexo médico penal como forma de protesto

Foto: Bruna Valle – BandNews Curitiba

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Os investigados na operação Lava Jato presos no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, não puderam receber visitas nesta sexta-feira (19). Todos os visitantes foram impedidos de entrar na unidade em um protesto surpresa realizado por agentes penitenciários contra a reforma da previdência. Entre as pessoas barradas estava uma das filhas do deputado cassado Eduardo Cunha, a publicitária Danielle Dytz da Cunha. Ela disse que estava fazendo aniversário e chegou a chorar ao ser impedida de ver o pai. A sexta-feira é o dia reservado para as visitas às galerias 5 e 6, onde ficam os presos especiais. Além de 16 investigados na Lava Jato, também estão nessas alas dez investigados da operação Carne Fraca, e presos como policiais, servidores públicos e detentos com graduação superior. O protesto no Complexo Médico Penal foi um ato adicional aos da paralisação nacional marcada para este sábado (20), domingo (21) e segunda-feira (22). O local do protesto antecipado foi escolhido por causa de repercussão nacional que os presos da Lava Jato dão à unidade. Segundo a diretora do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (SINDARSPEN), Petruska Sviercoski, a mobilização busca expor as dificuldades que os agentes penitenciários enfrentam em todo o Brasil.

Entre os detidos na galeria 6 do Complexo Médico Penal, estão os ex-deputados federais Eduardo Cunha, Luiz Argôlo e André Vargas, e o ex-senador Gim Argello. Petruska Sviercoski diz que o protesto realizado no Complexo Médico Penal é simbólico porque chama a atenção para um local onde estão presos políticos, uma categoria que tem nas mãos a decisão sobre reformas que prejudicam trabalhadores.

Desde a apresentação do texto da PEC 287, que prevê a Reforma Previdenciária, agentes penitenciários de todo Brasil tem se mobilizado para manter o direito à aposentadoria diferenciada. Nos três dias de paralisação, apenas tarefas essenciais devem ser mantidas. Entre elas, estão as de entrega de comida aos presos, escolta para audiências, cumprimento de alvará de soltura e emergências médicas. Os detentos de todas as unidades penitenciárias do Paraná recebem visitantes de sexta a domingo. Como o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) foi avisado antecipadamente da paralisação dos agentes penitenciários, todas as visitas deste final de semana serão repostas a partir de terça-feira, de acordo com um cronograma estabelecido em cada unidade. O mesmo deve ocorrer com as visitas desta sexta-feira que não foram feitas no Complexo Médico Penal.

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