Alunas da UFPR querem levar caso de racismo à justiça

Alunas do curso de pedagogia da Universidade Federal do Paraná que denunciaram uma professora por racismo querem levar o caso para a justiça. Elas fizeram um boletim de ocorrência ontem no Primeiro Distrito Policial. No dia 11 de abril, a professora teria chamado as duas estudantes de macaquinhas, no intervalo, enquanto elas comiam bananas, na sala de aula. Elas são negras e entraram na UFPR pelo sistema de cotas raciais. Os nomes das envolvidas no caso não foram divulgados. Uma sindicância no Setor de Educação da UFPR foi aberta para apurar os fatos. As alunas e a professora foram colocadas frente a frente, para conversar, com a presença de integrantes do Setor de Educação e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros. A diretora do Setor de Educação, Andréa Caldas, garante que a professora pediu desculpas e as alunas teriam aceitado. Por isso, o caso foi considerado encerrado pela instituição.

O advogado das duas estudantes, André Luiz Nunes da Silva, que faz parte do Movimento Negro de Curitiba, defende que esse tipo de situação não pode ser encarada como uma simples brincadeira.

Depois do fato, cartazes com palavras contra a professora foram espalhados pela Universidade. O Setor de Educação apura quem pode ter feito a impressão e distribuição do material.

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