André Vargas é condenado em segundo instância na Lava Jato

Foto: Luis Macedo/ Agência Câmara

Foto: Luis Macedo/ Agência Câmara

A oitava turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, em Porto Alegre, confirmou nesta quarta-feira, a condenação em segunda instância na Lava Jato do ex-deputado André Vargas. O ex-parlamentar foi sentenciado em setembro de 2015 pela Justiça Federal do Paraná, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. No entanto, a defesa alegou que a sentença do juiz Sérgio Moro era ilegal, pois se baseava em presunções e não em provas concretas e conseguiu a redução da pena em seis meses. A pena total passou para 13 anos e 10 meses.

A defesa de Vargas informou que vai entrar com todos os recursos cabíveis para redução ainda maior da pena ou até mesmo tentar a absolvição. Segundo a defesa, os fatos investigados não configuram corrupção passiva. O ex-deputado foi condenado por ter recebido um milhão e cem mil reais de um esquema de repasse de dinheiro de uma agência de publicidade contratada pelo Ministério da Saúde e pela Caixa Econômica Federal. A ação penal estava relacionada à décima primeira fase da Lava Jato.

O ex-deputado, preso há mais de dois anos, não pode recorrer em liberdade. Moro manteve a prisão preventiva, considerando a gravidade dos crimes cometidos. Vargas foi o primeiro político condenado na Lava Jato. Ele foi filiado ao Partido dos Trabalhadores e chegou a vice-presidência da Câmara. O ex-parlamentar deixou o PT depois de ter o nome vinculado aos escândalos de corrupção investigados na Lava Jato. Também foram condenados no mesmo processo o irmão de Vargas, Leon Vargas, e o publicitário Ricardo Hoffmann, ex-executivo da agência, pelos mesmos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

A oitava turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região também reduziu a pena do irmão de Vargas em seis meses (passando para 10 anos e 10 meses), mas aumentou a pena do publicitário em um ano (chegando a 13 anos e 10 meses). Vargas já foi condenado duas vezes na Lava Jato.

Em abril, o ex-deputado foi sentenciado a quatro anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro. O processo investigava a aquisição de um imóvel de luxo no condomínio Alphaville de Londrina, região norte do estado. Na operação, segundo a Justiça Federal do Paraná, Vargas ocultou pelo menos 480 mil reais. A casa teria sido comprada em 2011, com recursos ilícitos, e declarada por um valor abaixo do custeado efetivamente. Vargas declarou a aquisição do imóvel por 500 mil reais, mas, na declaração de rendimentos, o vendedor afirma ter fechado o negócio por 980 mil reais.

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