Animal de estimação de Lula é citado em processo do Sítio em Atibaia

Com audiências marcadas para fevereiro do ano que vem, o processo aberto contra o ex-presidente da República no caso do sítio de Atibaia envolve até mesmo a cadela Fox Terrier de Lula. Segundo documentos obtidos pela força tarefa da Lava Jato, Mel, como é chamada, foi levada duas vezes a um veterinário da cidade e chegou a ficar internada depois de levar uma picada de cobra.

Os atendimentos, feitos em março e novembro de 2012, custaram cerca de mil e duzentos reais e foram pagos com cheques da então primeira-dama, Marisa Letícia. O laudo é usado como uma das provas de que o sítio seria de Lula e aponta que, da primeira vez, o animal foi picado por uma jararaca.

Nesta ação penal,  o ex-presidente Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS e da Odebrecht por meio de benfeitorias no sítio em Atibaia. Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram um milhão de reais. Além de Lula também são réus no processo outras doze pessoas.

Segundo o Ministério Público Federal, os recursos para a reforma vieram de seis contratos firmados entre as empreiteiras OAS e Odebrecht e a Petrobras. A defesa de Lula nega todas as acusações e diz que não existe qualquer elemento que permita cogitar que o ex-presidente praticou qualquer dos crimes indicados pelo MPF. A ação penal sobre o sítio de Atibaia é o terceiro processo contra Lula nas mãos do juiz Sérgio Moro.

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