Após 10 anos, Paraná confirma primeiro caso de febre amarela

Após 10 anos, Paraná registrou o primeiro caso de Febre Amarela. A confirmação foi feita na tarde dessa quarta-feira (31) pela Prefeitura Municipal. De acordo com a Secretaria de Saúde do Município, o caso é importado – contraído fora do Paraná.

Uma mulher de 36 anos, que reside em Curitiba, esteve do dia 22 ao dia 30 de dezembro em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ao chegar à capital paranaense, ela apresentou os sintomas e foi encaminhada ao hospital, onde ficou internada até o dia 8 de janeiro. Segundo a secretária municipal de Saúde, Márcia Cecília Huçulak, a vítima já recebeu alta e segue monitorada por profissionais da área de saúde.

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, no período entre julho de 2017 e janeiro deste ano, o Paraná teve 18 casos notificados. Deste número, 14 foram descartados, 3 estão sob investigação e um foi confirmado. Segundo Márcia Huçulak, embora existam ocorrências em investigação, a população não precisa se preocupar com uma suposta epidemia, já que os casos suspeitos são de pessoas que viajaram para áreas de risco.

A febre amarela é uma doença sazonal, ou seja, que ocorre em uma determinada época do ano, geralmente, no verão. As ocorrências, recentemente, registradas no país são silvestres. Nesses casos, segundo a Superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa (Secretaria Estadual de Saúde), Júlia Cordellini, os únicos transmissores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Já o macaco é o principal hospedeiro. A transmissão acontece quando o homem é picado pelo mesmo mosquito que picou um macaco infectado.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro e a doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypth – transmissor da dengue, zika e chikungunya. Desde 1942, o Brasil não registra casos de febre amarela urbana.

De acordo com Júlia Cordellini, o Paraná está livre da circulação do vírus da febre amarela silvestre. Periodicamente, a Unidade de Vigilância de Zoonoses de Curitiba realiza o monitoramento dos macacos. A capital não tem registros de primatas mortos pelo vírus da doença.

A vacina contra a febre amarela é ofertada em postos de saúde e clínicas particulares. De acordo com a secretária Márcia Huçulak, a dose é indicada apenas para pessoas que irão viajar para áreas de risco e crianças aos nove meses de idade, dentro do calendário de rotina de vacinação.

Os sintomas da doença no período de infecção são: febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos. Já na fase tóxica, os olhos e a pele ficam amarelados, a urina escura, além de dores abdominais, febre e vômitos.

No Paraná, o último caso de febre amarela autóctone (adquirida no próprio estado), com óbito, foi registrado em 2008, em Laranjal, região central do estado. No mesmo ano, um morador de Maringá, noroeste do Paraná, morreu após ser infectado pelo vírus da doença em outro estado.

 

 

 

 

 

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