Após anúncio de diminuição de ônibus por falta de combustível, prefeitura de Curitiba volta atrás e mantém frota

Foto: Vadecir Galor/SMCS

Depois de anunciar, quarta-feira (23), a redução da circulação dos ônibus do transporte coletivo por causa da falta de abastecimento de combustíveis, a prefeitura voltou atrás. No fim da tarde, o prefeito Rafael Greca informou, em entrevista coletiva, que não haverá mudanças na frota da cidade, composta por mil duzentos e oitenta e cinco ônibus. Para entender a situação das empresas, a prefeitura pediu uma avaliação no estoque disponível nas dez garagens de ônibus que circulam no município.

O prefeito Rafael Greca também informou que pediu reforço policial nos entornos da cidade, para tentar garantir que o combustível chegue às distribuidoras e às empresas do transporte.

De acordo com Greca, só a partir da avaliação sobre a possível falta de combustíveis nos reservatórios das empresas é que a frota pode ser reduzida nas ruas de Curitiba.

Durante a tarde de quarta-feira (23), a Urbs chegou a anunciar a redução da frota em 30% nos horários de pico e a circulação de apenas metade dos ônibus no horário normal. A Linha Turismo também teria a circulação suspensa por conta dos protestos de caminhoneiros que afetam o abastecimento em todo o país. Na nota divulgada à imprensa, a Urbs dizia que a medida era necessária e preventiva diante da possibilidade da falta de combustíveis nas garagens das empresas. O diretor de operações da Urbs, Aldemar Martins Neto, explica que, hoje, as empresas têm estoque para, no máximo três dias.

O diretor explica que a mudança de postura da prefeitura em cancelar a diminuição da frota só foi possível devido à promessa de que as empresas vão ser reabastecidas.

Em nota, o Setransp, sindicato que representa as empresas do transporte coletivo de Curitiba e região informou que as empresas vão cumprir o pedido do prefeito Rafael Greca de não diminuir a frota nas ruas. O comunicado diz, ainda, que continuam em contato direto com o poder público em busca de soluções para o problema da falta de combustíveis devido ao protesto dos caminhoneiros.

 

 

 

 

 

 

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