Após morte da filha, pai desenvolve robô para identificar primeiros sinais de infecção hospitalar

(Foto: divulgação)

O luto transformado em mudança. O arquiteto de sistemas Jacson Fressato fez uma verdadeira saga por hospitais de Curitiba depois da morte da filha, prematura, que ficou internada durante 18 dias em uma UTI Neonatal. Ele queria respostas. Por que a pequena Laura teve uma sepse – mais conhecida como infecção hospitalar? Por que não foi possível salvar a vida da bebê?

A dor transformada em propósito. Com a experiência na área de tecnologia, Jacson começou a estudar e desenvolveu um software capaz de identificar os primeiros sinais de sepse em pacientes internados e emitir um alerta à equipe médica.

No caso de Laura foram 3 horas e meia até chegar ao diagnóstico. O robô faz isso em 3,8 segundos. O primeiro hospital a usar a tecnologia foi o Nossa Senhora das Graças. Mas hoje, são 5 unidades hospitalares utilizando o sistema – 4 no Paraná e 1 em Ipatinga, em Minas Gerais. Pelo menos uma vida é salva por dia, graças aos sinais da máquina, que ganhou o nome de Laura.

Depois de Laura, Fressato teve outros dois filhos, Léo e Maya. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções hospitalares atingem cerca de 14% dos pacientes internados e são responsáveis por mais de 100 mil mortes no Brasil todos os anos. As estatísticas do Robô Laura indicam uma queda de 9% nos casos de infecção nos hospitais que usam o recurso. A tecnologia pode salvar até 10 mil brasileiros por ano.

(Foto: divulgação)

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