Após uma semana, estudantes desocupam Reitoria da UFPR

(Foto: divulgação/UFPR)

Depois de uma semana de negociação, os 10 estudantes da Universidade Federal do Paraná decidiram desocupar os departamentos de Licitações e Contratações e de Logística da Reitoria. O grupo questionava as condições de trabalho de funcionários terceirizados dos Restaurantes Universitários, da limpeza, vigilância e manutenção da instituição.

Na última rodada de negociação realizada na madrugada desta terça-feira (17), ficou decidido que será criada uma comissão permanente com representantes da UFPR, do movimento estudantil e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior que deve continuar discutindo com o Ministério Público do Trabalho os problemas apontados.

Inicialmente, os estudantes pediam a reintegração de 13 trabalhadores terceirizados dos Restaurantes Universitários, que teriam sido demitidos por perseguição depois de participarem de uma greve no ano passado. Para o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, o debate em torno das reinvindicações dos estudantes foi um processo diferenciado do que ocorreu em outras ocupações do local.

A UFPR aguarda o relatório do Ministério Público do Trabalho sobre as inspeções que estão sendo realizadas desde março nas quatro unidades do RU em Curitiba. As conclusões desse relatório servirão de base para eventuais ajustes, tanto por parte da UFPR quanto da empresa que administra os restaurantes.

Para a professora pró-reitora de Assuntos Estudantis, Maria Rita de Assis, os estudantes entenderam a necessidade de desocupar a Reitoria, assim como os limites da instituição para atender as reivindicações, já que ela não tem autonomia para intervir nas relações de trabalho entre a empresa terceirizada e os funcionários contratados.

A desocupação da Reitoria começou perto das 9 horas da manhã de hoje (17) e foi acompanhada por representantes da UFPR, além de ser registrada em vídeo.

Pouco tempo depois das 10 horas, os servidores dos dois departamentos – que estavam trabalhando de forma improvisada em outros locais – voltaram aos postos.

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