Arena da Baixada pode ser leiloada devido a embate jurídico

ARENA DA BAIXADA COPA 2014

A Arena da Baixada pode acabar leiloada devido ao embate jurídico entre o Atlético Paranaense e a Fomento Paraná. A disputa judicial já corre há mais de um ano, desde que a autarquia ligada ao governo do Estado entrou com uma ação para cobrar do rubro-negro uma dívida de mais de R$ 226 milhões referente ao empréstimo feito para a reforma do estádio para os jogos da Copa do Mundo. O clube contesta o valor por entender que a despesa deve ser dividida com a Prefeitura de Curitiba e a Administração Estadual, segundo o acordo tripartite firmado para as obras. De modo que a Justiça é que vai ter que decidir com quem vai ficar essa conta.

O advogado Luiz Fernando Pereira, que representa o Atlético, não acredita que o estádio, de fato, acabe leiloado, mas não descarta totalmente essa possibilidade.

O processe tramita há quase 530 dias e a decisão está à cargo do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. Caso ele dê ganho de causa ao Atlético, especula-se que impacto possa levar até mesmo à falência da Fomento.

No início da semana, o secretário de governo de Curitiba, Luiz Fernando Jamur, disse à imprensa que é preciso cumprir a lei aprovada pela Câmara Municipal, que definiu o repasse de potencial construtivo – título virtual que permite a construção de imóveis com metragem acima do previsto. E na norma consta que a concessão é de aproximadamente R$ 123 milhões.

Via assessoria de imprensa procurada na manhã desta sexta (5), a Prefeitura esclarece que está aberta ao diálogo, mas que mantém o posicionamento da gestão anterior no sentido de que a partilha seja feita apenas em relação ao valor original da reforma, de R$ 184 milhões. Mesmo assim o advogado do rubro-negro espera que o município ainda volte atrás.

O Furacão pede que as três partes do acordo dividam igualmente o valor final da obra: R$ 354 milhões. Também nesta semana, a Fomento esclareceu que aguarda a decisão da Justiça e que não vai se manifestar sobre o assunto, mas descartou completamente a hipótese de falência em razão do valor em litígio.

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