Arrecadação do sistema de transporte público de Curitiba está praticamente estagnada em 2017

Foto: Divulgação / Urbs

A arrecadação do sistema de transporte público de Curitiba está praticamente estagnada em 2017. Apesar da alta de 14,9% no valor da tarifa determinada em fevereiro deste ano que, na prática, representou um salto de R$ 0,55 no preço da passagem, o que se observa é um esvaziamento do serviço. Para se ter ideia, segundo o Portal da Transparência da Prefeitura da capital, no bimestre março e abril, por exemplo, o crescimento nominal da receita foi de apenas 0,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. E isso reflete, em grande medida, a expressiva queda no número de passageiros pagantes equivalentes – cálculo que exclui as isenções e descontos – de 14% em 2017 em relação a 2016. É o que explica o diretor executivo do Setransp, do sindicato das empresas da Grande Curitiba, Luiz Alberto Lenz César.

O percentual revelado pelo Setransp equivale à evasão de 7,6 milhões passageiros em apenas ano. Mas o diretor afirma que há alternativas para atrair novamente as pessoas para o transporte público.

O argumento é o de que, diante de um ambiente com mais qualidade, modernidade, agilidade e conforto, e que também fosse mais seguro, a volta dos usuários seria uma consequência natural. Já o economista Sandro Silva, supervisor técnico do Dieese Paraná, enfatiza que o cenário atual é uma soma de vários fatores e que os problemas políticos e financeiros que o país enfrenta são apenas parte de um todo bem mais complexo.

Ainda conforme o economista, a instabilidade econômica só piora a crise que já existe há vários anos no transporte coletivo de Curitiba e região.

A tarifa de ônibus na capital custa hoje R$ 4,25. Na época do reajuste, o prefeito Rafael Greca (PMN) justificou que a alta seria a única forma de comprar ônibus novos e melhorar o sistema.

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