Banco Central bloqueia cerca de R$ 260 mil de contas bancárias do ex-ministro Delfim Netto

O Banco Central (BC) encontrou pouco mais de 260 mil reais  nas contas do ex-ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto, e quase 103 mil reais nas do empresário João Appolonio Neto, sobrinho de Delfim. Os dois foram alvos da 49ª fase da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira (09).

O juiz Sergio Moro, que expediu mandados de busca e apreensão contra eles, havia determinado o bloqueio de até quatro milhões e quatrocentos mil reais das contas e investimentos dos dois. Outras cinco empresas ligadas a Delfim Neto também tiveram as contas bloqueadas pela justiça. O total encontrado pelo Banco Central foi de seiscentos e três mil reais.

O ex-ministro é suspeito de receber 10% das vantagens indevidas que seriam direcionadas ao MDB e ao PT pelas empreiteiras ligadas ao consórcio de construção da Usina de Belo Monte, no Pará. Segundo o Ministério Público Federal, uma série de provas indica que o ex-ministro recebeu R$ 15 milhões entre os anos de 2012 e 2015.

A fase batizada de Buona Fortuna apura o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos por parte do consórcio Norte Energia, que teria sido favorecido pelo governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da Usina.

A empresa também teria redirecionado a prestação de serviços a outro consórcio, formado por empreiteiras que deveriam pagar 1% do valor de cada contrato como propina para o MDB e o PT. Cada partido teria recebido R$ 60 milhões.

Até o momento, já foram rastreados pagamentos de R$ 4 milhões de um total estimado em R$ 15 milhões, pelas empresas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte, em favor de pessoas ligadas a Delfim Netto.

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