Batalhão da PM de Ponta Grossa tem novo comandante

Foto: divulgação/Aen)

O Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, nos campos gerais do Paraná, já está sob novo comando. É o tenente-coronel Leonel José Beserra, que teve o nome indicado pelo Comando-Geral da PM. Há 30 anos na Corporação, ele assume o posto oficialmente na próxima sexta, 8 de junho, no lugar do também tenente-coronel Edmauro de Oliveira Assunção. O militar foi afastado do cargo na última quarta (30), por ordem da governadora Cida Borghetti (PP).

A mudança veio depois de uma operação deflagrada na manhã de quarta-feira na PR-151, em Castro, ainda nos campos gerais. Na ocasião, policiais da tropa de choque teriam usado bombas de gás e balas de borracha para dispersar caminhoneiros que protestavam no trecho.

Em resposta, a governadora publicou um vídeo nas redes sociais em que criticava a ação e dizia que a medida não era necessária após o acordo firmado a categoria.

Leonel José Beserra trabalhou no 14º Batalhão de Foz do Iguaçu, no oeste paranaense, chefiou o Estado Maior do 5º Comando Regional de Cascavel e comandou o Batalhão de Toledo – ambas cidades da mesma região, e estava à frente da Agência Regional de Inteligência em Curitiba até ser indicado ao novo posto.

Após a ação em Castro, os caminhões que estavam retidos por manifestantes voltaram a circular. Por meio de nota, a Assofepar, Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros do Estado do Paraná, manifestou apoio ao tenente-coronel Edmauro Assunção e aos demais policiais envolvidos no episódio.

De acordo com o documento, os militares garantiram “segurança aos manifestantes e à população em centenas de pontos de bloqueio para circulação de veículos de carga no território paranaense. Em todas as ações, a filosofia de polícia cidadã foi observada rigorosamente, assim como o respeito aos direitos humanos e aos preceitos técnicos da negociação”.

O comunicado ainda classifica o afastamento como uma atitude precipitada e prejudicial, além de “antecipada, injusta e descabida, que desconsidera os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, gerando instabilidade e afetando o moral destes profissionais que se dedicam continuamente em defesa do povo paranaense e que esperam minimamente a consideração das autoridades constituídas, especialmente da Senhora Governadora”.

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