Brasil já registra morte de animais por falta de ração e de transporte para abate

(Foto Jonas Oliveira/Aen)

O número de aves mortas no Brasil pode chegar a um bilhão, caso a situação das rações não seja normalizada, o mais rápido possível. A avaliação é da CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária. São mais de 264 mil trabalhadores parados em todo o Brasil e os insumos não chegam até as granjas. Com relação ao leite, o prejuízo para o setor é de mais de 500 milhões de reais. Mais de 250 milhões de litros de leite já foram jogados fora. Os dados são da Viva Lácteos, a associação da indústria de lácteos. Com relação a agricultura, a CNA ainda não tem um balanço com relação aos prejuízos.

Mas, como exemplo, a CNA cita a situação da Ceasa do Rio de Janeiro, que recebe mais de 400 caminhões por dia e na semana passada recebeu só 52.Sessenta e quatro milhões de aves adultas e filhotes já morreram de fome em todo o país e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação em quantidade menor do que a ideal, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, que representa 150 empresas e quase 100% do setor de aves e suínos do Brasil.

O Paraná é responsável por 35% da produção nacional de frangos e vem enfrentando problemas desde os incubatórios das aves até a chegada ao consumidor final com a falta de transporte. Na região noroeste, por exemplo, algumas granjas derrubaram os preços para tentar reduzir o prejuízo. É o que conta o produtor rural Joélio Andrade.

Com risco de canibalização e condições críticas para os animais, o sacrifício é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil. Os reflexos sociais, ambientais e econômicos são incalculáveis e, nesta segunda, a ABPA registrou 167 plantas frigoríficas de aves e suínos paradas. Além disso, mais de 234 mil trabalhadores do setor estão com as atividades suspensas.

Cerca de 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas na última semana. O impacto na balança comercial é estimado pena ABPA em 350 milhões de dólares. A CNA pede que as cargas de perecíveis seja escoltada, da mesma forma como o que acontece com os combustíveis. Segundo o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, as perdas acontecem no processo de transporte e também nos espaços de produção.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA,  emitiu um comunicado em que considera que a produção não pode parar e pede a solução imediata para os bloqueios nas estradas. A CNA também considera que é urgente a redução das cargas tributárias federal e estadual que são elevadas e impactam a produção brasileira.

 

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