Brasileiro preso em Portugal pela Lava Jato será extraditado

O brasileiro Raul Schmidt, preso em março de 2016 na primeira fase internacional da operação Lava Jato, será extraditado para o País. Ele está em Portugal e teve um recurso negado pela Justiça de lá. A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República atuou em conjunto com a Advocacia-Geral da União para garantir a extradição.

Raul Schmidt é investigado pelo pagamento de propina aos ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Zelada. Segundo as investigações, ele teria atuado como operador financeiro e também como laranja de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras.

Schmidt chegou a morar em Londres, onde mantinha uma galeria de arte. Depois do início das investigações da Lava Jato ele se mudou para Portugal, pois possui dupla nacionalidade. O operador financeiro foi preso em um apartamento de luxo em Lisboa. Ele se naturalizou português em 2011 e já respondia pelos crimes em liberdade.

Após uma decisão da Justiça portuguesa, Schmidt recorreu sem sucesso ao Supremo Tribunal de Justiça e na sequência ao Tribunal Constitucional daquele país. A decisão lusitana prevê que o acusado não seja responsabilizado pelos crimes que cometeu antes de se naturalizar português. Raul Schmidt é agora procurado pelas autoridades e pode ser alvo de novo mandado de prisão.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*