Caso Carli Filho: não há mais impedimento para júri, diz acusação

(Foto: Reprodução)

O julgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho deve finalmente acontecer. É isso o que garante a assistência de acusação, com base em uma declaração do Supremo Tribunal Federal, publicada ontem (07).

Ele é acusado de matar dois rapazes em um acidente de trânsito, em 2009, em Curitiba. Em outras ocasiões, o julgamento já esteve perto de acontecer, mas acabou adiado devido a recursos e decisões judiciais. O advogado Elias Mattar Assad publicou uma nota na qual garante que a publicação do STF, com a relatoria de Gilmar Mendes, encerra a discussão e libera o júri popular por homicídio – o que a defesa do ex-parlamentar vinha tentando impedir.

A decisão anterior impedia o julgamento enquanto existissem recursos pendentes.

Mattar Assad promete pedir ainda hoje (08) que o júri seja marcado. Entretanto, são consideradas remotas as chances de que Carli vá ao banco dos réus ainda em 2017.

Para a defesa de Carli Filho, a decisão do STF tem outra interpretação. O advogado Gustavo Scandelari afirma que o que foi emitida é uma decisão de trânsito em julgado – encerramento das discussões jurídicas. Ele diz que o julgamento só poderá acontecer quando o Supremo Tribunal Federal determinar o júri.

O acidente de trânsito aconteceu no dia 7 de maio de 2009, no cruzamento das ruas Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski, no bairro Mossunguê. O então deputado estadual Carli Filho, que, segundo a perícia, dirigia a 167 km/h, bateu contra o carro onde estavam Gilmar Rafael Yared, 26 anos, e Murilo de Almeida, 20. Os dois morreram na hora.

Na época, um exame no hospital onde Carli Filho foi atendido mostrou que ele tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. No entanto, como o exame foi realizado enquanto o parlamentar estava desacordado, a Justiça desconsiderou o teste como prova.

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