Caso Carli Filho: STF pode autorizar júri popular na próxima semana

(Foto: reprodução)

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Deve ser decidido na próxima semana se o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho irá a júri popular ou não. A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, pautou para quinta-feira (11) o julgamento do habeas corpus da defesa de Carli Filho.

Este é um dos recursos que ainda impedem que o júri aconteça. O habeas corpus está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que pode indeferir o pedido da defesa de Carli Filho e retomar o andamento do processo na capital paranaense. É esse o argumento do assistente de acusação, Elias Mattar Assad.

O júri do ex-deputado chegou a ser marcado duas vezes. Uma para março de 2013 e outra para janeiro do ano passado. Mas, até agora, a defesa de Carli Filho foi bem-sucedida em impedir a realização do julgamento. Além do habeas corpus, o Ministro Gilmar Mendes já indeferiu duas vezes um recurso de agravo em que a defesa sustentava que Carli Filho não teve intenção de matar e nem assumiu risco de morte – uma tentativa de qualificar o caso apenas como acidente de trânsito.

Há oito anos, na madrugada do dia 7 de maio de 2009, em Curitiba, o então deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho atingiu o carro dos jovens Gilmar Rafael Souza Yared (de 26 anos) e Carlos Murilo de Souza (de 20). O ex-deputado seguia a 173 quilômetros por hora, com o direito de dirigir cassado e 130 pontos na carteira de habilitação. A defesa de Carli Filho argumenta que o júri popular não deve ser realizado, porque existem dois recursos pendentes que questionam o modo como o acidente aconteceu.

O advogado Gustavo Scandelari insiste na tese de que as vítimas erraram em entrar na via preferencial. Ele conversou com Ricardo Pereira.

Na época, um exame no hospital mostrou que o ex-parlamentar tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. No entanto, como o exame foi feito enquanto ele estava desacordado e sem autorização, foi desconsiderado pela Justiça. Apesar disso, outros indícios foram encontrados para sustentar a versão de que ele conduzia o veículo sob efeito de álcool.

Em um vídeo, divulgado no ano passado, Carli Filho admitiu a ingestão de bebida alcoólica e pediu perdão às famílias das vítimas.

Mãe de uma das vítimas, a deputada federal Christiane Yared respondeu ao vídeo no mesmo dia.

A esperança das famílias é de que o júri seja remarcado ainda para 2017. O acidente completa oito anos no próximo domingo (7).

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