Centrais fazem ato pela revogação da reforma trabalhista

Foto: repórter Narley Resende / BandNews Curitiba

Cerca de duas mil pessoas, segundo número divulgado por centrais sindicais, se reuniram no Centro de Curitiba para pedir a revogação da reforma trabalhista, que entra em vigor amanhã. O ato fez parte de uma mobilização nacional organizada pelas maiores centrais sindicais do país. Em Curitiba, o ato começou às 11 horas da manhã e terminou por volta da uma da tarde. Não houve greve nem paralisações.

O ato foi realizado no horário de almoço. Havia expectativa de que agências bancárias fossem afetadas, o que não ocorreu. O ato na Boca Maldita contou com carro de som, bateria de estudantes e diversos matérias de protesto de sindicatos.

Durante a madrugada, por volta das 4h, milhares de metalúrgicos protestaram em frente às empresas, principalmente na região sul de Curitiba. O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), e outras.

Entre os participantes da mobilização estavam técnicos administrativos da UFPR, UTFPR e os colaboradores do Hospital de Clínicas (HC). Professores e membros da APP-Sindicato, motoristas e cobradores e membros do Sindimoc estiveram presentes no ato do Centro, mas não houve paralisação de serviços.

Sindicatos colheram assinaturas para compor um projeto de lei de iniciativa popular que propõe a revogação da reforma trabalhista. De acordo com a CUT, um milhão de assinaturas já foram colhidas. E intenção é reunir mais quinhentas mil nos próximos 15 dias.  A nova lei trabalhista, que traz mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) valem para todos os contratos de trabalho vigentes, tanto antigos como novos, segundo o Ministério do Trabalho.

As alterações mexem em pontos como férias, jornada, remuneração e plano de carreira, além de implantar e regulamentar novas modalidades de trabalho. Entre as principais mudanças está a possibilidade de negociação direta entre trabalhador e empregador, sem o intermédio de sindicatos.

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