Cesta básica de Curitiba tem queda, mas se mantém na lista das mais caras do país

O custo da cesta básica caiu 1,75% em Curitiba no mês de novembro. O comportamento de queda foi registrado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 das 21 cidades que fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente.

As retrações mais intensas foram registradas no Rio de Janeiro (-3,25%), Belém (-2,26%) e Brasília (-2,12%). Curitiba teve a quarta maior queda entre as cidades pesquisadas. Ainda assim, a capital paranaense se mantém com o sexto maior custo de cesta básica do país, entre as capitais. O valor é R$ 381,26, o que representa 44,23% do salário mínimo líquido e 89 horas e 31 minutos de tempo trabalhado.

Assim como em outras oito capitais, em Curitiba a batata foi o produto que teve maior aumento de preço: 15,23%. A maior queda, de 15,49%, foi registrada no preço do tomate. O economista do Dieese, Sandro Silva, diz que a boa safra agrícola deste ano contribuiu para que houvesse uma queda no valor da cesta básica por vários meses consecutivos.

Sandro Silva diz que apesar de a porcentagem de queda parecer pequena, isso representa uma economia bastante grande no bolso do consumidor.

Entre outubro e novembro, houve predominância de queda nos preços dos seguintes produtos da cesta: banana, açúcar, tomate e feijão. A batata, pesquisada na região Centro-Sul, mostrou maior frequência de elevação de preços nas cidades. Para o mês de dezembro, o economista do Dieese alerta que pode haver uma reversão da tendência de queda, já que é um período em que há entressafra de alguns produtos.

No Nordeste do Brasil, quatro cidades tiveram elevação no valor da cesta: Aracaju (0,21%), Maceió (0,44%), Recife (0,58%) e Natal (0,96%). Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 444,16), seguida por São Paulo (R$ 423,23) e Florianópolis (R$ 415,00).

Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 315,98), João Pessoa (R$ 324,90) e Recife (R$ 327,85). Em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -14,43%, em Campo Grande, e -5,30%, em Porto Alegre.

Entre janeiro e novembro de 2017, o custo da cesta também diminuiu em todas as capitais, com destaque para as taxas de Belém (-12,65%), Manaus (-12,51%), Cuiabá (-11,88%), e Brasília (-11,86%).

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