Cida Borghetti e MST se reúnem para discutir reforma agrária no Paraná

(Foto: Jonas Oliveira/Governadoria)

Cerca de 40 representantes regionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra apresentaram ontem (12) à governadora Cida Borghetti, do PP, um panorama do andamento da reforma agrária no Paraná.

Integrantes do Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária, o Incra, e do Ministério Público Estadual também participaram do encontro. Satisfeito com a recepção da nova governadora, o coordenador regional do MST no Paraná, Roberto Baggio, disse que a reunião foi produtiva.

Ele afirma que apresentou informações sobre as ações de arrecadação de terras para assentamentos e políticas públicas já existentes para fornecer estrutura e desenvolvimento para as famílias assentadas. Baggio listou três destaques da situação do Movimento no Paraná.

O líder do MST pediu que a governadora faça uma ponte com o Governo Federal para reaver ao menos 50 técnicos remanejados nos últimos dois anos. Baggio diz que, ao contrário da avaliação do que pensa a maioria, o relacionamento do MST com o governo Beto Richa e agora com o governo Cida Borghetti é positivo e proveu um sistema de reforma agrária no Paraná considerado um dos mais avançados do país.

Cida Borghetti também avaliou a reunião de forma positiva e diz que deve manter o diálogo com o grupo.

O Paraná tem 25 mil famílias assentadas, em 323 projetos de assentamento. Elas ocupam de maneira permanente hoje 400 mil hectares de terra no Estado, dos quais 140 mil hectares são reserva legal permanente. Os assentamentos ficam em 160 municípios do Paraná.

Eles contam com 110 escolas municipais e 26 colégios estaduais, onde estudam 6 mil alunos do MST. Já as 10 mil famílias acampadas, que ainda não receberam terras, ocupam 120 mil hectares. Todos os casos integram processos de instrução no Incra. De acordo com o MST, 100% das ocupações produzem no Paraná e não dependem da chamada cesta, que é arrecadada pela organização para suprir novos acampamentos.

No Paraná, a agricultura familiar ligada ao MST produz em maior escala arroz, feijão, milho, leite, pequenos animais, verduras, mandioca, batata, mel e derivados de cana. Os produtos, na maioria, são vendidos aos mercados locais, além de serem utilizados para consumo próprio.

(Foto: Arnaldo Alves / ANPr)

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