Cinco caminhoneiros são indiciados por homicídio em acidente que matou família

(Foto: divulgação/PRF)

O inquérito que investiga o acidente que teria sido causado por um racha entre cinco caminhões e que matou cinco pessoas de uma família no dia 2 de julho foi concluído ontem (11) pela Polícia Civil. Cinco caminhoneiros foram indiciados por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar. Pai, mãe e três filhos – crianças entre 4 e 11 anos – morreram no acidente que ocorreu na BR-369, no trevo de Mamborê, no Norte do Estado.

Segundo a Polícia Civil, a carreta que bateu contra o carro disputava um racha com outros quatro caminhões por cerca de 10 quilômetros. Ao invadir uma terceira faixa do sentido contrário de uma pista simples, o caminhão bateu de frente com o carro em que estava a família.

A perícia apontou que os cinco caminhões seguiam em alta velocidade por um trecho com duas faixas, quando quatro deles reduziram a velocidade no momento em que a segunda faixa de um dos sentidos terminou. O caminhão que vinha por último não conseguiu frear e, para não bater nos outros, invadiu a pista contrária, batendo de frente no veículo da família.

Quatro dos cinco motoristas estão presos preventivamente, por tempo indeterminado. Eles foram presos em flagrante. Um quinto motorista se apresentou à polícia, foi ouvido e liberado em seguida. O delegado Marcelo Trevisan, de Campo Mourão, afirma que as testemunhas foram localizadas e contaram como foi o acidente.

Segundo os depoimentos, os caminhoneiros se comunicavam pelo rádio para informar um ao outro se era possível ultrapassar ou mesmo para instigar o excesso de velocidade. Segundo o delegado, a comunicação entre eles, os registros de velocidade, e outras posturas indicam que os cinco assumiram o risco de matar, e não apenas o motorista que bateu contra o carro da família.

O Ministério Público tem cinco dias para analisar o inquérito e decidir se apresenta denúncia contra os cinco caminhoneiros ou apenas contra o que bateu contra o carro. O inquérito foi concluído pela polícia em dez dias.

O delegado responsável pelo caso é titular da delegacia de Campo Mourão, mas atende a diversas delegacias da região. A defesa dos caminhoneiros não foi localizada pela reportagem. A família que morreu no acidente deixou um dos filhos, que tem 13 anos. Ele não estava no carro no dia do acidente.

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