Com movimento em queda e falta de suprimentos, restaurantes escolhem períodos para abrir

(Foto: Reprodução/Google Street View)

Com a falta de combustível e de suprimentos, restaurantes paranaenses registraram queda de 70% no movimento de clientes no último fim de semana. Durante a semana, a redução no número de clientes é de 50%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Paraná (Abrasel Paraná). Segundo a associação, muitos estabelecimentos estão aplicando estratégias para abrir somente em um período e economizar ingredientes e principalmente o gás de cozinha.

É o caso dos dois restaurantes do empresário Luiz Fernando Menucci.

A medida foi adotada já na segunda-feira e deve permanecer pelos próximos dias, até que o abastecimento volte à normalidade. Não há como mensurar, ainda, o valor do prejuízo com o fechamento em um período. A presidente da Abrasel, Jilcy Rinki, afirma que a associação apoia a pauta de reinvindicações dos caminhoneiros e destaca que a carga tributária aplicada aos bares e restaurantes também deve ser discutida.

Ela pede o fim da paralisação, mantendo uma mobilização de debates.

Segundo a Abrasel, até o fim do ano, há uma estimativa de cerca de 20 a 30% dos restaurantes do Paraná por conta da carga tributária. Isso representa cerca de 3 mil e 600 estabelecimentos. Segundo Jilcy, a paralisação dos caminhoneiros levantou o alerta sobe os problemas do país.

Para o diretor-executivo da Abrasel, Luciano Bartolomeu, os restaurantes devem enfrentar problemas ainda mais sérios pelos próximos dias. Ele prevê atraso de salários e de contas básicas e reflexos na movimentação das próximas semanas, mesmo que a paralisação se encerre logo.

Para a Associação, as medidas propostas pelo Governo Federal são apenas paliativas e não devem resolver problemas econômicos conjunturais. A entidade afirma que a redução do preço do óleo diesel por 60 dias não é suficiente para sanar o cenário. A organização propõe uma “reforma tributária, que inclua uma agenda econômica mais consistente e de longo prazo”.

 

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