Começou nesta terça-feira (30) o júri popular de Athayde de Oliveira Neto

Foto: Ricardo Pereira - BandNews Curitiba

Foto: Ricardo Pereira – BandNews Curitiba

Começou nesta terça-feira (30) e deve terminar só amanhã o júri popular de Athayde de Oliveira Neto – responsável pela organização de um evento de rock no Jockey Club, em Curitiba, em maio de 2003, que acabou com a morte de três adolescentes.  Há quase 14 anos, além dos três jovens mortos, dezenas de pessoas foram pisoteadas após um tumulto no local. Athayde Neto é acusado de homicídio com dolo eventual com motivação torpe. Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), visando o lucro, o réu vendeu mais ingressos do que a capacidade do espaço. Maria Dolores Seletti é mãe de uma das vítimas. A filha dela, Larissa, tinha apenas 15 anos quando morreu.

Edna de Andrade, mãe da adolescente Mariá – uma das vítimas fatais, diz que, ao chegar ao Jockey, encontrou a filha ainda viva.

Segundo a denúncia do MP, houve atraso na abertura de portões. No momento em que a primeira banda começou a tocar, as pessoas que esperavam para entrar começaram a se projetar. Aqueles que estavam mais a frente foram pressionados, pisoteados e alguns asfixiados. É o que detalha a promotora Ticiane Louise Pereira.

Além disso, ainda segundo o Ministério Público, o show foi realizado sem alvará dos bombeiros e da prefeitura e a organização cometeu diversas falhas no quesito segurança. Para a auxiliar de cozinha Nelita de Lima dos Santos, nada vai superar a dor da perda do filho Jhonatan, que tinha apenas 16 anos. Contudo, ela crê que Athayde seja condenado pelas mortes.

Se condenado, Athayde Neto pode pegar, no mínimo, 12 anos de prisão para cada homicídio. Ele responde em liberdade. O advogado Claúdio Dalledone, que defende o réu, diz que o cliente não possui qualquer responsabilidade sobre o caso. Ele conversou com Ricardo Pereira.

O pai de Athayde Neto, Athayde Júnior, também chegou a ser denunciado. Entretanto, segundo a promotoria do MP, os crimes imputados a ele, de falsidade ideológica e de lesão corporal, prescreveram. Athayde Neto também chegou a ser acusado dos crimes de lesão corporal e falsidade ideológica. Da mesma forma, houve a prescrição.

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