Condenado pelo caso do Morro do Boi morre no Complexo Médico Penal

Foi sepultado neste domingo (15), no Cemitério Municipal do Boqueirão, em Curitiba, o corpo do homem condenado no caso do Morro do Boi. Juarez Ferreira Pinto morreu sábado (14) no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana da capital, onde cumpria a pena de 65 anos de prisão pelos crimes de latrocínio, tentativa de latrocínio e atentado violento ao pudor. O horário do enterro não foi divulgado, mas o velório dele é realizado na igreja Nossa Senhora da Paz, também no bairro Boqueirão.

Os crimes ocorreram em Matinhos, no litoral do Paraná, em 2009. Os estudantes Osíris Del Corso, na época com 22 anos, e Monik Pergorari Lima, que tinha 23 anos, faziam uma trilha no Morro do Boi quando foram abordados por um homem que tentou estuprar a estudante. Para defender a jovem o namorado interveio e levou um tiro no peito. Monik também foi ferida nas costas e mesmo assim foi violentada pelo criminoso. O casal só foi localizado na tarde do dia seguinte.

A moça ficou tetraplégica e reconheceu Juarez como autor dos crimes. O processo foi finalizado na Justiça em outubro de 2014 e, dois meses mais tarde, os advogados de defesa do condenado alegaram que ele era portador do vírus HIV e estava com a saúde debilitada. Por essa razão, o homem teve a prisão domiciliar concedida, mas em dezembro do ano passado o benefício foi revogado e ele foi encaminhado ao Complexo Médico Penal.

Com o passar dos anos, a saúde de Juarez foi se tornando cada vez mais debilitada: além do HIV, ele também tinha hepatite C e cirrose hepática alcoólica. Na última sexta (13), a Diretoria Clínica da unidade prisional emitiu uma nota reconhecendo que o quadro dele havia evoluído com uma piora significativa.

De acordo com o documento, o condenado chegou a ser levado ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, também na Grande Curitiba, mas não havia mais nada a fazer. Também por meio de nota, a defesa de Juarez Ferreira Pinto se manifestou sobre a morte dele.

Segundo o advogado Cláudio Dalledone, “um paciente com um quadro de saúde tão agravado como o de Juarez não teria condições de ser tratado adequadamente no Complexo Médico Penal. Por se tratar de um caso de morte iminente, a defesa persistiu na concessão do benefício, no entanto não houve tempo e Juarez veio a falecer”

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*