Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos defende o fim da paralisação

(Foto: divulgação/PRF-PR)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), que representa 120 sindicatos de caminhoneiros em todo o país, defendeu o fim da paralisação, que já dura nove dias. Representantes do setor afirmam que boa parte da categoria já não vê mais motivos de dar continuidade à greve, já que a pauta de reivindicações foi amplamente contemplada com o anúncio feito pelo governo federal.

De acordo com Diumar Bueno, presidente da CNTA, a partir de agora, será expedida uma recomendação para que as entidades sindicais orientem os caminhoneiros a sair dos pontos de bloqueio.

Apesar disso, Bueno reconheceu que não há garantias de que a determinação vá ser seguida por todos os trabalhadores. A polícia militar afirmou na tarde de ontem (29) que a corporação observou questões pontuais de pessoas infiltradas dentro do movimento dos caminhoneiros. Por conta disso, o Coronel da PM, Antônio Zanatta Neto, disse que há necessidade de ampliar ainda mais as atividades de escolta de combustível, gás, oxigênio e outros insumos.

Já a Polícia Rodoviária Federal afirma que estão sendo feitas ações em pontos prioritários das rodovias federais e estaduais para restabelecer a normalidade. Conforme o superintendente da PRF, Adriano Furtado, todas as forças de segurança do Estado estão trabalhando em conjunto para neutralizar a ação de oportunistas e infiltrados. Os casos de ameaça aos caminhoneiros estão sendo investigados.

Sobre supostos infiltrados nas manifestações, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA) diz que não se tratam de caminhoneiros e que a identificação dos autores cabe às forças de segurança.

Pelo menos 200 pontos em todo o Paraná permanecem parcialmente bloqueados. Conforme as autoridades nesses pontos continuam sendo liberados os veículos com o adesivo da Defesa Civil, que desde a quinta-feira passada estavam sendo colados em caminhões com cargas consideradas essenciais.

Na tentativa de encerrar a greve dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias. A proposta também prevê a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.

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