Consultor do Vaticano é impedido de visitar Lula

(Foto: reprodução/Facebook)

Um consultor do Vaticano foi impedido de visitar o ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba na tarde desta segunda-feira (11). O argumento foi o de que o visitante não é um sacerdote. Lula é autorizado a ter encontros religiosos todas as segundas-feiras. Nomeado para o Pontifício Conselho “Justiça e Paz” do Vaticano, o advogado argentino Juan Grabois conseguiu apenas deixar para o ex-presidente um rosário. Grabois é conhecido por trabalhar na Argentina com movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Excluídos, do qual é um dos fundadores.

Ele também é o coordenador mundial do Encontro de Movimentos Sociais em Diálogo com o Papa Francisco. Ao deixar o prédio da Polícia Federal, o consultor disse que veio ao Brasil com esperança de trazer uma mensagem ao presidente Lula e que considerou inexplicável o desrespeito ao direito do ex-presidente de receber a visita. Segundo Grabois, a intenção seria trazer uma mensagem e conclusões do Papa Francisco sobre o encontro com movimentos sociais, além e debater com o ex-presidente assuntos espirituais.

O advogado Juan Grabois disse ter deixado a sede da Polícia Federal triste e preocupado com o que considera um caso claro de perseguição política e com a deterioração da democracia brasileira. Para ele, o impedimento da visita é mais uma parte do processo de degradação institucional da América Latina.

O consultor disse ainda que visitou inúmeros presos em situações similares em todo o mundo e nunca foi submetido a uma situação tão inconveniente quanto a enfrentada na tentativa de visita ao ex-presidente Lula. Grabois deixou uma carta manuscrita para o ex-presidente e disse esperar receber uma resposta de Lula até amanhã, inclusive para se certificar de que recebeu os presentes enviados pelo papa.

O Conselho Justiça e Paz, do qual o advogado argentino faz parte, foi instituído pelo Vaticano em 1967 para envolver a comunidade católica na promoção do desenvolvimento de países pobres e da justiça social internacional.

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