Cooperativas estimam prejuízo de R$ 170 milhões com paralisação dos caminhoneiros; indústrias falam em perda diária de R$ 450 milhões

Foto: divulgação/Bruno Tadashi

As cooperativas do Paraná estimam um prejuízo de pelo menos R$ 170 milhões até agora com a greve dos caminhoneiros. Somadas as perdas de outros setores, os representantes do G7, grupo que reúne as principais instituições do setor produtivo do Paraná, falam em prejuízos incalculáveis.

Nesta segunda-feira (28), dirigentes das Federações das Indústrias (Fiep), da Agricultura (Faep), do Comércio (Fecomercio), dos Transportes (Fetranspar) e das Associações Comerciais (Faciap), da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Associação Comercial do Paraná (ACP) estiveram reunidos com a governadora Cida Borghetti (PP) para discutir o tema. Antes do encontro, concederam entrevista coletiva para falar sobre os reflexos da greve no setor produtivo.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, diz que o prejuízo acumulado pelas cooperativas é irrecuperável, em produtos como leite e carne.

Ricken diz que as cooperativas chegaram a uma situação insustentável. Sem comida para alimentar os animais, elas tiveram que sacrificar em uma semana 6 milhões e 900 mil frangos de um dia. Segundo o presidente da Ocepar, além do prejuízo imediato para o produtor, a situação leva a um risco de desabastecimento para a população nos próximos dias.

Os representantes dos setores da indústria e do comércio manifestaram preocupação com a queda na arrecadação. Os empresários afirmam que há um risco de faltar dinheiro em caixa para honrar os compromissos com folha de pagamento de pessoal e pagamento de impostos. O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirmou que as indústrias paranaenses tem perda estimada em até 450 milhões de reais por dia.

Segundo Campagnolo, ainda que a greve dos caminhoneiros tivesse terminado hoje (29), o setor produtivo do estado levaria de seis a oito dias para normalizar o atendimento às necessidades básicas da população. O presidente da Associação Comercial do Paraná, Gláucio José Geara, solicitou formalmente ao governo do estado e à prefeitura de Curitiba uma dilação do prazo para pagamento de ICMS e ISS.

O presidente da ACP afirma que os comerciantes não terão caixa para honrar compromissos em maio.

Os líderes do setor produtivo do Paraná afirmar que apesar das projeções o prejuízo pode ser inestimável. A normalização total das operações pode demorar até 40 dias.

 

 

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