Corpo de vítima de acidente na Linha Verde está retido no IML há mais de 30 dias

Foto: divulgação / PRF – arquivo

O corpo de uma das vítimas do acidente que matou cinco pessoas no dia 5 de novembro, na Linha Verde, está há um mês no Instituto Médico Legal, em Curitiba, e a ainda não foi liberado. A Polícia Científica não conseguiu concluir um exame de DNA para formalizar a liberação e permitir que a família faça o velório. A família pode entrar na Justiça para exigir agilidade, mas o processo também não seria rápido. Silvana Gomes da Silva, esposa de José Aparecido Gomes dos Reis, afirma que a família já fez tudo que era possível para que o corpo do marido fosse liberado.

A Secretaria de Segurança argumenta que esse tipo de exame é complexo e que leva no mínimo 30 dias para ser concluído. Como o corpo foi carbonizado, o resultado pode ser impreciso, exigindo novas coletas de amostras. Os corpos das outras quatro vítimas do acidente já foram liberados, segundo a Secretaria de Segurança. Douglas Henriques Costa Gomes, de 21 anos, motorista que fugiu após causar o acidente, chegou a se entregar para prestar depoimento uma semana depois, mas fugiu quanto teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A esposa da vítima que morreu carbonizado cobra atuação da polícia e da Justiça para condenar o responsável do acidente.

Junto com os amigos que estavam no mesmo carro (dois deles morreram e um ficou ferido no acidente), Douglas aparece em imagens de câmeras de segurança no momento em que pagava a conta para sair de uma casa noturna, em Pinhais, na região metropolitana, por volta das 4h30 da madrugada de domingo (5). O vídeo foi gravado 40 minutos antes de o rapaz se envolver na tragédia. As imagens divulgadas pela polícia também mostram Gomes com uma garrafa na mão. A consumação indica que o grupo consumiu ao menos uma garrafa de vodka. O delegado Anderson Franco, responsável pela investigação na Delegacia de Delitos de Trânsito, afirma que o inquérito foi concluído e que faltam apenas alguns laudos para que seja encaminhado ao Ministério Público.

Para o delegado, não há dúvida de que o Douglas Gomes causou o acidente. Segundo ele, ainda há o agravante que envolve o consumo de bebida alcoólica. Anderson Franco afirma que o fato de o rapaz ter fugido do flagrante do bafômetro não impede que haja confirmação de que ele estava bêbado no momento do acidente.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado Vinícius Alves Mesquita, que representa o motorista. Douglas Gomes e os três amigos estavam em um Citroen Picasso, que seguia no sentido Fazenda Rio Grande da Linha Verde. Gomes perdeu o controle do veículo, que cruzou a pista e capotou várias vezes até atingir o outro veículo que seguia no sentido contrário. Os dois carros pegaram fogo, matando cinco ocupantes carbonizados. Junto com Douglas Gomes, que dirigia o carro, estavam Douglas Eduardo da Silva de Miranda, de 20 anos; e Lucas Batista dos Santos, de 24 anos. Os dois morreram no acidente. O sobrevivente que ficou ferido é João Paulo Jacques Marques, de 18 anos. No outro veículo, um Corcel antigo, estavam José Aparecido Gomes dos Reis, 46 anos; Douglas dos Santos, de 23 anos; e Gabriel Cardoso de Lima, de 20 anos. Os três morreram carbonizados. Eles eram funcionários de terceiro turno da empresa Alfa Transportes, que fica no bairro Campo do Santana, a alguns quilômetros do local do acidente, e haviam acabado de sair do trabalho.

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