Curitiba está no topo da lista das capitais brasileiras com a maior abrangência do saneamento básico

Foto: Levy Ferreira/ SMCS

Somente 5% dos municípios brasileiros caminham para a universalização do serviço de saneamento básico no Brasil. Este é o resultado de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, a ABES, em quase 1900 municípios. As outras 95% das cidades apresentam apenas projetos para solucionar os problemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Curitiba aparece como a primeira no ranking das capitais com a maior abrangência na prestação do serviço.

Porto Velho, em Rondônia, recebeu a pior classificação. O estudo dividiu as cidades de em 4 categorias: em primeiro estão aquelas que estão rumo à universalização do serviço; na sequência ficam aquelas que tem projetos em andamento ou alguma proposta para isso e as que estão ainda nos primeiros passos para a integração do serviço.

O presidente da ABES, Roberval de Souza, destaca que a maior parte dos municípios que ficaram com as melhores colocações estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País.

O levantamento apresenta o percentual da população das cidades brasileiras que tem acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e a destinação adequada do lixo. Somente 80 municípios entre todos os avaliados estão na categoria máxima rumo à universalização.

A pesquisa também faz conexão entre a pontuação alcançada pelas cidades e a taxa de internação por doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

O professor universitário e doutor em Engenharia Civil, Bruno Veiga, pontua ainda a economia que é gerada pelo poder público a partir da destinação de recursos para melhorias no saneamento básico.

A integração dos serviços de coleta e tratamento do esgoto deve ser emergencial. É o que alerta o professor da Universidade Federal do Paraná e especialista em saneamento ambiental, Daniel Costa. Segundo ele, as consequências da falta de um sistema adequado podem ser irreversíveis.

A pesquisa por amostragem abrangeu 34% do território nacional e 67% da população brasileira. Todas as 27 capitais foram avaliadas.

(Foto: divulgação/Prefeitura de Curitiba)

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