Curitibanos são os que mais temem assaltos e roubos a residências

Curitiba é a capital onde os moradores mais têm medo de assaltos dentro de casa. Quase 17% dos curitibanos possuem alarme na residência e outros 7% contam com vigias armados dentro da própria casa. Os dados são de uma pesquisa do Ministério da Justiça, realizada pelo Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais e Datafolha, entre 2009 e 2010, e divulgada nesta semana. Em Curitiba, o bairro com maior número de roubos a residências é o Uberaba, que, de janeiro a abril deste ano, registrou 42 ocorrências, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança do Paraná. Na sequência, aparecem os bairros Boqueirão, que apresentou 40 casos, e Sítio Cercado, com 31 roubos registrados. Em toda a capital, nos primeiros quatro meses do ano, 636 casos de invasão de residências foram verificados. A violência na cidade, fez com que a população mudasse os hábitos. Um comerciante, que pediu para não ser identificado, conta que decidiu instalar alguns equipamentos eletrônicos na própria casa depois que o local foi invadido duas vezes. Ele conversou com Iara Maggioni.

Os pedidos de instalação de equipamentos eletrônicos em residências e imóveis comerciais cresce, em média, 20% por ano em Curitiba, de acordo com empresas que trabalham no setor. O proprietário de uma dessas corporações, João Batista Reinehr (lê-se Ráiner) conta que os sistemas mais procurados para residências hoje são os monitoramentos por câmera.

Um sistema de alarme instalado pode custar entre R$ 700 e R$ 4 mil reais. Já um de controle de acesso de entrada e saída de pessoas, com a ferramenta de senha ou sensor de proximidade, custa, em média, mil e duzentos reais. Para condomínios, os equipamentos variam de acordo com o número de interfones para cada residência e podem chegar ao preço de R$ 15 mil reais. No entanto a busca pelo menor preço nem sempre é a melhor opção. O delegado da Furtos e Roubos de Curitiba, Rodrigo Brown, explica que é sempre bom verificar a procedência da empresa a ser contratada.

O delegado orienta a população a tomar cuidado durante a entrada e saída da residência e desconfiar de qualquer movimentação estranha. Quem se sentir ameaçado deve ligar para o número 190. O especialista em segurança e gerente de operações de uma empresa de vigilância, Sebastião Porcides Junior, chama a atenção para o trabalho de vigias que são contratados para fazer policiamento nas ruas de alguns bairros da cidade. Ele esclarece que essa atividade é ilegal, já que a Polícia Federal autoriza apenas profissionais a trabalharem dentro de áreas privadas.

A pesquisa realizada também aponta outros dados preocupantes aqui de Curitiba. De acordo com o levantamento, mais da metade dos moradores da capital evita frequentar algumas regiões da cidade, por causa da sensação de insegurança. Um índice semelhante, de 52,7%, mostra que os curitibanos deixam de ir a alguns bancos e caixas eletrônicos porque têm medo de assaltos. Sair à noite, período em que os crimes violentos acontecem com mais frequência, também é uma prática deixada de lado por 62% dos moradores.

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