Defesa civil avalia situação de casas no Pilarzinho onde barranco desmoronou

Equipes da Defesa Civil vão avaliar a situação de uma casa no Pilarzinho, em que um barranco foi arrastado pela força da chuva e encostou em uma das paredes do local. Uma análise do solo será feita para definir se a estrutura precisa ser interditada ou se é possível manter os moradores na residência. Outras casas ao lado também serão avaliadas, por causa da queda de um muro. Segundo o Capitão João Cláudio Schena, da Defesa Civil do Paraná, essa decisão precisa ser tomada com base nos estudos feitos na região.

Segundo o Instituto Simepar, desde o início do ano Curitiba registrou 246 milímetros de chuva. Para essa época, o comum é que chova até 170 milímetros. Cada milímetro representa um litro de água. Com essa condição, aumentam os riscos de deslizamentos, pois o solo não consegue secar.

Essas situações são comuns, principalmente no verão. Curitiba tem algumas regiões em que são aplicadas “Soluções Baseadas na Natureza” para absorver a água da chuva e evitar alagamentos e deslizamentos. A capacidade de absorção da água na Reserva do Bugio, por exemplo, equivale a 50 mil piscinas olímpicas. Se a área fosse ocupada com construções, em dias de chuva seria como se 50 mil piscinas olímpicas “vazassem” para a área urbana. Outros locais que têm essa função de reter o fluxo da água são os parques Barigui e Guairacá e o Condomínio da Biodiversidade. O Gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, André Ferretti, destaca que grandes áreas de vegetação são fundamentais, mas que medidas artificiais também podem ajudar.

Com as situações enfrentadas por Curitiba nos últimos dias, a orientação da Defesa Civil é acionar as equipes sempre que houver uma situação de risco de deslizamento ou alagamento. O número é o 199 e o atendimento funciona 24 horas por dia.

 

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