Defesa Civil fecha acordo com liderança do movimento dos caminhoneiros para tráfego de cargas especiais

Foto: Ricardo Almeida / ANPr

A Defesa Civil do Paraná fez um acordo com representantes do movimento dos caminhoneiros que estão com atividades paradas desde segunda-feira (21) para liberar o trânsito de cargas especiais. A proposta é autorizar o tráfego de caminhões da Copel e da Sanepar, veículos carregados com combustível para carros oficiais e ambulâncias, com carga viva e ração, insumos hospitalares e com alimentos que abastecem presídios.

Os caminhões vão ser identificados com um adesivo da Defesa Civil e terão a passagem liberada nos pontos de protesto. A reunião foi feita na noite desta quinta-feira (24).

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais, Plínio Dias, afirma que o encontro foi produtivo e que é uma forma de manter a mobilização sem trazer riscos para a população.

Os caminhões com as cargas especiais vão ser identificados com um adesivo feito pela Defesa Civil, colado no parabrisa. Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil, major Antônio Hiller, os adesivos já começaram a ser produzidos e a entrega terá apoio da Polícia Militar. Caminhões com as cargas especiais que estejam parados nos pontos de protesto terão autorização para deixar o movimento e seguir viagem.

Caminhões com combustível para veículos oficiais e ambulâncias seguem com escolta da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. Essa medida já havia sido adotada desde a noite de quarta-feira (23).  Hiller destaca que o acordo traz soluções são paliativas e localizadas, para tentar diminuir o impacto da paralisação no Paraná.

Além da reunião, o Governo do estado teria também solicitado à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (AGEPAR) que estude a viabilidade da não cobrança de pedágio do eixo suspenso dos caminhões enquanto durar a crise de desabastecimento de combustível. Dois vídeos foram divulgados pela Defesa Civil explicando o acordo e pedindo o apoio dos caminhoneiros para colocar em prática as medidas combinadas na reunião.

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