Defesa de Lula afirma ter recibos originais de aluguel de apartamento investigado na Lava Jato

A defesa do ex-presidente Lula informou ao juiz federal Sérgio Moro que dispõe das vias originais dos recibos referentes a pagamentos do aluguel do apartamento vizinho ao que o petista mora, em São Bernardo do Campo (SP).

No documento anexado ao sistema da Justiça Federal, os defensores elencam nove motivos que demonstram um suposto erro dos procuradores da Lava Jato ao sustentar que os recibos são falsos. O advogado Cristiano Zanin Martins pede que seja designada audiência formal para a entrega dos documentos e ainda solicitam a presença de um perito que possa certificar as condições em que os recibos estão sendo apresentados à Justiça.

Além dos originais, a defesa diz que tem outros seis recibos de 2011 que comprovam o pagamento dos alugueis do imóvel. A propriedade do apartamento faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que acusa o petista de receber propina da Odebrecht. Para os procuradores, Lula não pagou aluguéis pelo uso do imóvel, que teria sido adquirido com dinheiro da empreiteira.

O negócio foi fechado em nome do engenheiro e empresário Glaucos da Costamarques, em 2010. Na petição, os advogados de Lula afirmam que ‘a quebra de sigilo bancário do empresário mostrou que há fluxo financeiro compatível com o recebimento dos aluguéis entre 2011 a 2015. Zanin Martins afirma que, nesse período, Costamarques recebeu diversos depósitos em dinheiro nas contas pessoais.

O MPF argumenta que a defesa de Costamarques informou que os recibos referentes ao ano de 2015 foram assinados todos de uma só vez, no período em que o empresário esteve internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em dezembro daquele ano. Além do apartamento em São Bernardo do Campo, também é objeto de ação penal um terreno que seria destinado ao Instituto Lula.

O processo já está em fase final e após a etapa de diligências, o juiz abre prazo para a acusação e as defesas apresentarem as alegações finais. Na sequência, a ação volta às mãos de Moro que decide se absolve ou condena os réus.

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