Defesa de Lula apresenta alegações finais e provas de que o triplex do Guarujá não pertence ao ex-presidente

Foto: Ricardo Stucker/Instituto Lula

A defesa do ex-presidente Lula apresentou nesta terça-feira, 20, as alegações finais em ação penal em que o petista é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio da posse de um apartamento tríplex, no litoral paulista. Em coletiva de imprensa, os advogados do ex-presidente reforçaram que o imóvel não pertence a Lula e afirmaram que desde 2010 os direitos sobre o tríplex são de um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, isso demonstra que a empreiteira não teria como transferir a propriedade do imóvel ao ex-presidente.

O advogado ressaltou ainda que em auditorias independentes feitas na Petrobras não foi encontrado nenhum quadro de corrupção sistêmica ou qualquer ilegalidade enquanto Lula ocupou o cargo de presidente. Outro argumento utilizado pela defesa para inocentar Lula foi a recente absolvição da jornalista Claudia Cruz, pelo juiz Sergio Moro. De acordo com Zanin Martins, ao absolver a jornalista o magistrado afirmou que, nos crimes de corrupção e lavagem, é preciso rastrear os valores indevidos. No caso de Lula, apesar do pedido da defesa, também não foi feito nenhum movimento por parte da acusação para se investigar o caminho do dinheiro.

O advogado disse ainda que depois de apresentar toda a documentação e a comprovação de que o apartamento não pertence a Lula, qualquer decisão do juiz Sérgio Moro que não seja a absolvição do ex-presidente terá caráter político.

Em entrevista a uma rádio do Rio de Janeiro, Lula voltou a afirmar que é inocente e chamou a acusação da força-tarefa da Lava Jato de “piada”.

Ele também foi questionado se será candidato a Presidência da República em 2018 e disse que tem vontade de disputar o pleito.

O ex-presidente Lula é acusado nesta ação penal dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. As alegações finais são a última etapa do processo. Na sequência, o juiz Sérgio Moro pode proferir a sentença decidindo pela absolvição ou condenação dos acusados. Além de Lula, também são réus neste processo quatro ex-executivos da OAS – entre eles o empresário Léo Pinheiro – além do advogado Roberto Ferreira e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. O Ministério Público Federal acusa Lula de ter recebido ao todo R$ 3,7 milhões em propina. Em contrapartida, a OAS teria sido beneficiada com três contratos com a Petrobras.

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