Defesa de Lula diz que acusação apresentada pelo MPF não busca a verdade

Foto: Thaissa Martiniuk / BandNews Curitiba

Os advogados do ex-presidente Lula disseram em coletiva de imprensa, após o depoimento do ex-presidente Lula, que a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal não tem qualquer base ou materialidade. A defesa afirmou que, durante o interrogatório, ficou comprovado que o juiz Sérgio Moro e os procuradores do MPF não buscam a verdade dos fatos.

O advogado Cristiano Zanin Martins disse que a acusação é relacionada a oito contratos que teriam gerado recursos indevidos e que supostamente foram usados para comprar um imóvel para o Instituo Lula e para um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). No entanto, Zanin reforça que na audiência ninguém fez perguntas sobre esses contratos.

Os advogados de Lula ainda reclamaram que tanto procuradores quanto o juiz Sérgio Moro insistiram em fazer perguntas que não eram objeto da ação penal ou já tinham sido respondidas em ação penal anterior. Em razão disso, por orientação da defesa, o ex-presidente deixou de responder a alguns questionamentos.

Zanin também falou sobre as acusações feitas contra o ex-presidente pelo ex-ministro Antônio Palocci. O político foi interrogado na semana passada, na mesma ação penal, e afirmou que Lula fez uma espécie de pacto de sangue com o patriarca da Odebrecht, Emílio Odebrecht.  Segundo o ex-ministro, a oferta envolvia o terreno do Instituto Lula, o sítio em Atibaia e mais 300 milhões de reais. O advogado de Lula voltou a dizer que as declarações são mentirosas e que o ex-ministro está em busca de um acordo de colaboração premiada.

Adriano Bretas, advogado de Palocci, rebateu às declarações que Lula deu à Justiça sobre o ex-ministro. A defesa afirmou que o ex-presidente é dissimulado e que a lógica dele é atacar quem o acusa.

Os advogados Cristiano e Valeska Zanin Martins disseram ainda que Lula não está tendo um julgamento justo, já que a defesa não teve acesso a todos os documentos do processo. Entre eles estaria o “My Web Day”, o sistema de informática usado pela Odebrecht para registrar o pagamento de propina. A defesa de Lula reforça que a inocência do ex-presidente deve ser reconhecida e que qualquer resultado diferente será um resultado político.

 

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