Defesa de Lula prepara documentário sobre processo do tríplex no Guarujá

A defesa do ex-presidente Lula anunciou, nesta semana, que prepara um histórico em vídeo sobre o processo envolvendo o tríplex no Guarujá. O material será divulgado nas redes sociais antes do julgamento da apelação, em segunda instância, na qual o petista recorre contra condenação determinada pelo juiz Sérgio Moro.

Em julho do ano passado, Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O magistrado considerou que o ex-presidente ocultou a propriedade do imóvel, que teria sido recebido como propina da OAS em troca de favores na Petrobras.

Na página do Facebook chamada de “A Verdade de Lula”, em que os advogados se manifestam para comentar processos envolvendo o ex-presidente, a defesa publicou um vídeo com uma prévia do histórico da produção. No material, os defensores criticam, mais uma vez, a apresentação do Power Point usado pelo Ministério Público Federal para explicar a denúncia de corrupção contra o ex-presidente, além de apresentar erros e contradições do juiz Sérgio Moro no decorrer do julgamento da ação penal. Em um dos trechos, o advogado Cristiano Zanin Martins acusa Moro de “inventar” e “recriar” fatos na sentença do tríplex

A advogada Valeska Teixeira Martins afirma que o ex-presidente não está tendo direito a um processo justo na Lava Jato e diz que desde o início das investigações há uma presunção de culpa contra Lula.

Em outro trecho, os defensores reclamam que Lula foi condenado por atos indeterminados e sem provas.

Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região vão analisar a sentença de Moro no dia 24 de janeiro, em Porto Alegre. O julgamento será o primeiro do ano realizado pela oitava turma e o processo será o único analisado na sessão. Uma confirmação da sentença pelo tribunal pode tornar o ex-presidente inelegível em 2018 pela Lei da Ficha Limpa. No entanto, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a determinação de execução provisória da pena pelo TRF4 só ocorrerá depois do julgamento de todos os recursos em segundo grau.

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