Defesa de Palocci não confirma nogociação para delação premiada

A equipe de advogados defesa do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não confirma, mas também não nega, que o cliente esteja tentando negociar em acordo de delação premiada, que a pena seja cumprida em um ano de prisão domiciliar.

O ex-ministro, principal alvo da trigésima quinta fase da Operação Lava Jato, está detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde setembro do ano passado. No começo deste mês, Palocci chegou a formalizar o escritório que vai negociar a delação premiada dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O político retomou o contrato com os advogados Adriano Bretas e Tracy Reinaldet, com quem havia rompido um acerto inicial. Em troca de ter a pena amenizada, Palocci deve revelar tudo o que sabe sobre o esquema envolvendo a Petrobrás.

Em alegações finais, o Ministério Público Federal reforçou o pedido de condenação para Palocci e outros 14 réus em ação penal relacionada a trigésima quinta fase da lava jato, batizada de Omertà. No documento, os procuradores ainda pediram que seja devolvido à Petrobras pouco mais de 32 milhões de reais, valor correspondente ao prejuízo causado a estatal.

Esta etapa apura se Palocci recebeu propina para atuar em favor da Odebrecht entre os anos de 2006 e 2013. A denúncia está relacionada à obtenção, pela empreiteira, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras. De acordo com os investigadores, os repasses feitos ao ex-ministro teriam passado de R$ 128 milhões.

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