Defesa de Rocha Loures vai apresentar explicações após ter acesso a investigação

Foto: Brizza Cavalcante/Câmara dos Deputados

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A defesa do deputado paranaense, Rodrigo Rocha Loures,  (PMDB-PR) disse por meio de nota que ainda não teve acesso aos procedimentos que tramitam no Supremo Tribunal Federal contra o político. O parlamentar foi afastado do cargo na manhã de hoje (quinta) por decisão do ministro Edson Fachin.  Rocha Loures foi citado nas delações premiadas dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. O deputado aparece como um indicado do presidente Michel Temer para resolver assuntos de interesse da empresa. Em nota, o advogado José Luiz Oliveira Lima disse ainda que as explicações serão apresentadas depois de terem conhecimento do teor da investigação. O defensor também comentou que o deputado está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos devidos.

O advogado José Luiz Oliveira Lima, conhecido no meio jurídico como Juca, também faz a defesa do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que negocia uma delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Rodrigo Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil em uma mala, como propina. Segundo Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, o parlamentar teria sido o indicado pelo presidente Michel Temer para resolver uma questão de interesse do grupo. De acordo com a delação de Joesley, ele pediu ajuda ao presidente para resolver uma pendência do grupo no Cade, órgão de controle da liberdade de concorrência. O deputado é um dos principais homens de confiança de Temer. Dados do Tribunal Superior Eleitoral apontam que, em 2014, a campanha do deputado arrecadou mais de R$ 3 milhões em doações, sendo que mais de R$ 200 mil vieram do presidente Michel Temer. Não há registro de doações da JBS para o parlamentar.

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