Delcídio do Amaral e Nestor Cerveró prestam depoimento em ação penal que investiga obras no sítio de Atibaia

Três testemunhas de acusação foram ouvidas na tarde dessa quarta-feira (14) em ação penal que acusa o ex-presidente Lula de ter recebido vantagens indevidas da OAS e da Odebrecht em forma de benfeitorias em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.

Prestaram depoimento o senador Delcídio do Amaral, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o engenheiro Emerson Cardoso Leite, que trabalhou nas obras do sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Eles foram ouvidos por videoconferência transmitida para Curitiba a partir de Campo Grande, Mato Grosso do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro. As audiências da acusação seguem até 26 de março e, na sequência, começam os depoimentos de testemunhas indicadas pelas defesas dos réus.

Até o final de junho, aproximadamente 130 pessoas convocadas pelos 13 acusados do processo serão ouvidas pelo Juiz Sérgio Moro.  A primeira audiência para depoimento de testemunhas de defesa está marcada para 7 de maio. Entre os depoentes está Fábio Luis Lula da Silva, filho de Lula. Os ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso (28 de maio) e Dilma Rousseff (25 de junho) também estão entre os convocados por Lula. Apenas depois de esgotadas todas as audiências com testemunhas de defesa é que os réus, entre eles Lula, serão interrogados.

Na denúncia, o Ministério Público Federal afirma que os recursos para a reforma no sítio de Atibaia foram contrapartidas de oito contratos da Petrobras. Quatro deles com a Odebrecht, três com a OAS e um com o Grupo Schahin.

Advogados afirmam que Lula jamais praticou qualquer ato em benefício de empreiteiras durante o período em que ocupou a Presidência da República e tampouco recebeu qualquer vantagem indevida na forma de propriedades ou reforma de imóveis.

Segundo a defesa, Lula não é dono do sítio, que está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar. Suassuna é sócio de um dos filhos do ex-presidente. Fernando Bittar é filho de Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo de Lula. Todos alegam que a propriedade era apenas usada pelo ex-presidente, que mantém uma amizade de 40 anos com a família Bittar.

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