Deltan Dallagnol diz que parlamentares têm escudo contra decisões do STF

Foto: Divulgação – arquivo

O procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que decidiu que medidas cautelares impostas a parlamentares precisam passar por uma revisão do Legislativo.

Em uma postagem nas redes sociais, Dallagnol ainda comentou que os políticos têm agora uma “nova proteção”. Para o procurador, não é uma surpresa o fato de que mesmo três anos após a deflagração da Lava Jato, os parlamentares continuem praticando crimes. Na publicação, Deltan Dallagnol ainda diz que deputados e senadores “têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF”.

Em outra postagem, o procurador da República explicou que na prática a decisão que o STF tomou significa que “políticos poderosos podem continuar a receber propinas sem risco de prisão”. Ele ressalta que a medida é um “tremendo escudo contra a Justiça dado àqueles que traíram a confiança depositada pela sociedade nas urnas e deveriam ser os primeiros a responder por seus atos”.

Apesar das duras críticas, o coordenador da Lava Jato no Paraná fez ressalvas a atuação dos ministros Edson Fachin e Luis Roberto Barroso que foram contrários a decisão. Parte superior do formulário

Por seis votos a cinco, na última quarta-feira, o STF beneficiou o senador Aécio Neves que teve o mandato suspenso e determinou para o tucano o recolhimento no período da noite.

A votação sobre o tema deve ser feita na próxima terça-feira (17) no Congresso. O senador é acusado de ter pedido R$ 2 milhões para o dono do grupo JBS, Joesley Batista, além de agir para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

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