Deputados querem proibir a venda de cigarros com aromatizantes e sabores no Paraná

Um projeto de lei que prevê a retirada desses produtos do mercado será votado na segunda-feira na Assembleia Legislativa do Paraná. O tema é polêmico e o texto demorou para chegar ao plenário. Ele já tramita na Casa há dois anos. Os autores são os deputados Luiz Eduardo Cheida, do PMDB, e Doutor Batista, do PMN. Cheida defende que os cigarros com sabores, como de cravo, canela e menta, atraem os jovens e por isso devem ser proibidos.

Se aprovado, o texto vai antecipar o que prevê uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, publicada em março. O texto determina a proibição da comercialização de cigarros com aditivos, mas só começa a valer daqui a dois anos. O deputado também defende que esses aditivos potencializam a nicotina e facilitam a dependência.

A fiscalização do projeto ficaria a cargo da Secretaria Estadual de Saúde, que deve fiscalizar os estabelecimentos que vendem cigarros. Nesta semana, o projeto foi aprovado em primeira discussão e na segunda-feira a votação é em segundo turno. Segundo um estudo do Instituto nacional do Câncer, 90% das pessoas começam a fumar quando são adolescentes, de 13 a 15 anos e 44% das pessoas que fumam jovens, preferem os cigarros com sabores. Curitiba é a segunda capital do país com o maior número de fumantes, segundo dados do IBGE divulgados em abril. 20% da população adulta da cidade fuma, acima da média nacional de 14,8%. Porto Alegre está no topo do ranking com 23% da população fumante.

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