Desaparecimento de estudante de Direito na RMC completa uma semana

(Foto: reprodução/Facebook)

Completa uma semana o desaparecimento da estudante de Direito, Andriele Gonçalves da Silva, de 22 anos. Moradora de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, ela não foi mais vista após uma chamada de vídeo pelo celular na madrugada do dia 9 de maio. A ligação foi interrompida subitamente.

O ex-marido, um policial militar, é apontado como suspeito. Era por volta da 1h30 quando Andriele conversa com um rapaz que havia conhecido em São Paulo. Os dois mantinham o relacionamento a distância e tinham planos de iniciar um namoro. Sem ser identificado, o rapaz detalha o último contato com Andriele.

Há alguns meses, a estudante havia terminado um casamento de quatro anos que manteve com o policial. Diogo Coelho Costa é apontado por amigos e familiares da garota como alguém muito ciumento e que não concordava com o fim da relação.  Depois de a chamada ter sido encerrada, familiares e amigos passaram a receber mensagens enviadas do celular de Andriele. No entanto, eles dizem ter certeza que não era ela quem escrevia.

Um dia após o desaparecimento, a mãe da estudante, Cleuza Gonçalves, encontrou com o policial militar que dizia não ter informações a respeito do paradeiro da ex-mulher. Ela afirma que o homem estava com o rosto machucado e que, ao ser questionado sobre os ferimentos, desconversou.

Em imagens de câmeras de monitoramento instaladas na rua do condomínio de Andriele, Diogo aparece várias vezes no dia em que ela sumiu e também no dia seguinte, ao contrário do que ele declarou informalmente à Polícia Civil. Fardado e com uma viatura, acompanhado por pelo menos mais um policial, Diogo aparece durante a tarde. Desce do carro e questiona uma moradora a respeito do funcionamento das câmeras de vigilância.

Em seguida, o colega dele faz o mesmo. Eles ainda teriam dito à dona da casa que ela teria que ceder os registros de monitoramento – o que não aconteceu. O computador com as imagens foi recolhido pela Polícia Civil e o conteúdo será analisado.

O homem ainda não prestou depoimento porque está internado em tratamento psiquiátrico. Procurada para responder aos questionamentos da reportagem a respeito do policial e da atitude dele (ter voltado ao local para saber do funcionamento das imagens das câmeras de segurança), a Polícia Militar se limitou a responder, por meio de nota, que apoia a investigação da Polícia Civil.

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