Diferentes movimentos que organizam manifestações em Curitiba se posicionam contra Temer

Foto: Reprodução/Facebook

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Pela primeira vez em anos, movimentos que organizam manifestações em Curitiba tem um ponto central comum. Todos se posicionam contra o presidente Michel Temer, do PMDB. Embora não haja defensores do político entre os grupos, as reivindicações relacionadas às medidas para remediar o problema são diferentes. Alguns pedem renúncia ou impeachment de Temer, outros, eleições diretas, alguns indiretas, e há até mesmo os que defendem que a Justiça e o Congresso decidam o destino do presidente.

Representante do Coletivo Curitiba Resiste, organizador dos ato de hoje (sexta) e ontem (quinta) na Praça Dezenove de Dezembro, Thiago Regis afirma que a melhor alternativa para o movimento é a eleição geral imediata.

O Curitiba Resiste surgiu no ano passado para exigir a saída de Michel Temer logo depois do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. De lá pra cá o grupo que se diz apartidário ampliou o leque de reivindicações.

Para domingo (21), o grupo Primavera Cidadã, que também se diz apartidário, vai realizar um ato, marcado para começar às duas horas da tarde na Praça Ozório, na Boca Maldita. O grupo pede Diretas Já. O movimento Primavera Cidadã também questiona as reformas propostas pelo presidente, como a trabalhista e da previdência.

Entre os movimentos anti-PT, as manifestações que chegaram a ser marcadas foram todas canceladas. Com o mote “Fora Todos”, o grupo “Vem Pra Rua” que organizava um protesto para acontecer em frente à sede da Justiça Federal, no bairro Ahú, cancelou o protesto por orientação de representantes do movimento em São Paulo. A capital paulista tem a Virada Cultural no fim de semana e o grupo atendeu a um pedido da Polícia Militar para que o protesto fosse adiado. De maneira geral, o Vem Pra Rua pede a renúncia do presidente Temer, além de prisão do senador Aécio Neves, do PSDB, e do ex-presidente Lula, do PT. Nas páginas do grupo na internet, alguns membros defendem eleições indiretas, em consonância com partidos como o PSDB no Congresso Nacional, e outros pedem eleições diretas. Não há consenso sobre o tema.

O Movimento Curitiba Contra a Corrupção (MCC) havia marcado uma manifestação para domingo (18), mas que foi cancelada. Os organizadores afirmam que vão aguardar mais informações. De acordo com Cristiano Roger, representante do movimento, o grupo se diz a favor da Constituição Federal e contra as eleições diretas.

Tanto o Vem Pra Rua quanto o Curitiba Contra a Corrupção devem marcar manifestações para a semana que vem.

O líder do Movimento Brasil Livre no Paraná, Eder Borges, afirma que a queda do presidente agora traria um desgaste e instabilidade política e econômica ao país.

As mobilizações desta semana foram marcadas assim que foi revelado conteúdo de gravação acrescentada à delação premiada do sócio da JBS, Joesley da Silva, em que o presidente aparece dando aval para a estratégia da empresa de pagar propina mensal ao ex-deputado Eduardo Cunha para evitar uma delação.

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