Eike Batista não foi preso porque prestou depoimento voluntariamente ao MPF, diz Força-Tarefa Lava Jato

Apesar de motivar a prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o empresário Eike Batista não foi alvo de mandados judiciais – de prisão, busca e apreensão ou condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento). De acordo com a Força-Tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal, as ordens expedidas na 34ª fase da operação tinham como objetivo a produção de provas. Eike Batista não foi alvo de mandados porque ele prestou depoimento voluntariamente ao Ministério Público Federal. O empresário também disponibilizou documentos. O depoimento e as provas dão sustentação à Operação Arquivo X, que investiga contratos da Petrobras para a exploração do petróleo no pré-sal. São investigadas duas plataformas construídas pelo Consórcio Integra Ofsshore – formado pelas empresas Mendes Junior Engenharia e OSX Construções Navais. A OSX pertence ao grupo controlado pelo empresário Eike Batista.

O procurador da república Carlos Fernando dos Santos Lima, da Força-Tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal, diz que não era necessário – neste momento – medidas judiciais contra Eike Batista.

Apesar disso, ele explica que o MPF já tem conhecimento – por meio de depoimentos de colaboradores – que o empresário sabia da irregularidade dos repasses à publicitária Mônica Moura.

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