Em apenas uma tarde, choveu quase metade do esperado para todo o mês em Curitiba

(foto: Divulgação / Luca Sutile)

Segundo o Simepar, foram pelo menos 67 milímetros acumulados. A média histórica de março chega a 139 milímetros de chuva ao longo dos trinta dias; até aqui, em duas semanas, o volume de chuva já passa dos 125 milímetros.

Durante o temporal, o Instituto também registrou mais de 320 raios em Curitiba; somando as descargas que não atingiram o solo, foram pelo menos 1700 raios. Segundo balanço divulgado pela prefeitura durante a noite, 40 ruas ficaram alagadas e houve registro de sete quedas de árvores.

Os mais atingidos foram Boa Vista, Santa Felicidade, Centro, Cajuru, Bairro Novo e Boqueirão. O municipio afirma que não houve feridos ou desabrigados. Na região metropolitana, também sofreram com alagamentos moradores de Campo Largo, Pinhais e Colombo. No Centro da capital, o asfalto afundou na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a rua Desembargador Westphalen.

Equipes da Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis de Curitiba foram acionadas para verificar 17 casos de risco em estruturas. Seis unidades da Fundação de Ação Social tiveram alagamentos. Nenhuma escola precisou ser fechada por causa da chuva. A funcionária pública federal Everly Bryksaag trabalha na Avenida Vicente Machado e afirma que o escoamento da chuva nas ruas do Centro nunca é suficiente.

Segundo o Coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Nelson Ribeiro, uma escola e a rua da cidadania de Santa Felicidade também foram afetadas.

No Alto da XV, pelo menos dez carros ficaram debaixo d´água perto do PolloShop. A lojista Rafaela Quadros correu para verificar a situação do veículo logo que a chuva começou; no entanto, já era tarde demais.

As lojas em frente ao PolloShop também foram invadidas pela água. A funcionária de uma doceria, Paula Greice Haus, disse que os alagamentos são frequentes na região.  Em questão de minutos, a água chegou a pelo menos meio metro dentro da loja.

Ela diz que ainda não houve tempo para estimar o prejuízo, mas lamenta que alguns alimentos já não podem mais ser aproveitados. A loja deve ficar fechada, amanhã cedo (quinta-feira), para que os funcionários possam finalizar a limpeza da doceria.

O coordenador da defesa civil ainda orienta que, ao ver ou passar por uma rua alagada, o motorista deve buscar um lugar mais alto e esperar ajuda.

Segundo a Copel, mais de quatro mil domicílios ficaram sem energia elétrica.

Deixe um Comentário Os comentários serão avaliados por um moderador. Comentários considerados inadequados, impróprios ou ofensivos não serão aprovados

*