Em resposta a Moro, executivo da Camargo Correa diz não ter interesse na transferência para sistema prisional estadual

Os advogados do vice-presidente da Camargo Correa, Eduardo Hermelino Leite, disseram nesta terça-feira (24) que o executivo não tem interesse em ser transferido da carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Eles foram os primeiros a responder à consulta feita nesta segunda-feira (23) pelo juiz federal Sérgio Moro, que abriu um prazo de 48 horas para manifestações da defesa de presos na Operação Lava Jato. Moro quer que os advogados digam se preferem a transferência dos executivos para o sistema prisional estadual.

O despacho foi motivado por reportagens que contam a rotina e dificuldades que os executivos estariam enfrentando na carceragem onde estão detidos há três meses. Além do doleiro Alberto Youssef, do lobista Fernando Soares e do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, onze executivos de empreiteiras acusadas de envolvimento no esquema de corrupção estão presos na Polícia Federal em Curitiba. No despacho, Moro afirma que “apesar de as celas da PF possuírem limitações, uma vez que se trata de prisão de passagem, a Justiça havia entendido que a permanência nelas era de interesse dos próprios acusados”. Em matérias divulgadas na imprensa, há relatos, por exemplo, de que o acesso a jornais e revistas tem sido limitado, que não há visita íntima e que a maioria das conversas com mulheres e filhos é feita no parlatório. Há alguns dias, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula rebateu as reclamações e garantiu que não há nenhum tipo de restrição imposta aos presos. O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirma em petição protocolada no processo judicial que o executivo Hermelino Leite não tem interesse em ser transferido para o sistema prisional estadual e que todas as questões referentes à prisão dele sempre foram e continuarão a ser tratadas exclusivamente perante o Juízo Federal.

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