Em visita a Lula, ex-presidente uruguaio Mujica diz que instabilidades nos vizinhos Brasil e Argentina afetam também o Uruguai

(Foto: Lenise Klenk/BandNews Curitiba)

O ex-presidente uruguaio Jose “Pepe” Mujica diz ter encontrado um amigo animado e com alguns quilos a menos na visita que fez ao ex-presidente Lula na prisão, em Curitiba, nesta quinta-feira (21). Mujica também disse que Lula está lendo muitos livros e preocupado com o destino do Brasil e da América Latina. Foi a primeira visita do ex-presidente uruguaio ao amigo na sede da Polícia Federal, onde Lula está detido desde 7 de abril.

Os dois haviam se encontrado em março, na quarta etapa da caravana Lula pelo país, na fronteira entre Brasil e Uruguai. Ao deixar a sede da Polícia Federal, Mujica reafirmou a amizade com Lula e manifestou preocupação com as dificuldades econômicas e políticas que o Brasil tem enfrentado.

Ele afirma que no governo Lula, o Brasil se comportou como uma espécie de irmão mais velho dos demais países latino-americanos. E que qualquer instabilidade nos vizinhos Brasil e Argentina afeta também o Uruguai.

O ex-presidente uruguaio diz esperar que os brasileiros possam dirigir o futuro, enfrentar contradições, não perder a alegria e não cair em um confronto penoso. Nesta quinta-feira, Lula também recebeu a visita da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Ela diz que foi uma reunião de trabalho para tratar da campanha de Lula à Presidência da República, incluindo a divulgação dos nomes que vão trabalhar na coordenação política.

Segundo Gleisi Hoffmann, o ex-presidente pediu prioridade na articulação das propostas econômicas do plano de governo. A senadora diz que o ex-presidente mantém uma expectativa positiva sobre o julgamento do pedido de liberdade que deve ser discutido na terça-feira que vem (26), pela segunda Turma do STF.

O pedido de liberdade será julgado pelos mesmos ministros que absolveram nesta semana Gleisi Hoffmann em um dos processos da Lava Jato. A defesa pede a suspensão da prisão para que Lula aguarde em liberdade até o julgamento dos recursos nas instâncias superiores.

 

 

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